Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Em caso de gestante com diagnóstico de diabetes tipo 2, é correto afirmar que:
Metas glicêmicas na gestação: jejum < 95 mg/dL, 1h pós-prandial < 140 mg/dL.
O controle rigoroso da glicemia é fundamental na gestação para prevenir complicações maternas e fetais. As metas glicêmicas são mais estritas do que fora da gravidez, visando manter a glicemia de jejum abaixo de 95 mg/dL e a pós-prandial de 1 hora abaixo de 140 mg/dL.
O diabetes tipo 2 na gestação, seja pré-existente ou diagnosticado durante a gravidez (diabetes gestacional), exige um manejo rigoroso para garantir a saúde da mãe e do feto. A hiperglicemia materna está associada a uma série de complicações, incluindo malformações congênitas, macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório, pré-eclâmpsia e parto prematuro. O reconhecimento precoce e a intervenção são fundamentais. A fisiopatologia envolve a resistência à insulina e a disfunção das células beta pancreáticas, exacerbadas pelas alterações hormonais da gravidez. O diagnóstico de diabetes tipo 2 pré-existente é feito antes da gestação, enquanto o diabetes gestacional é rastreado entre 24 e 28 semanas. No entanto, em gestantes com fatores de risco ou diagnóstico prévio, o controle deve ser iniciado imediatamente. O tratamento visa atingir metas glicêmicas estritas: glicemia de jejum < 95 mg/dL, 1 hora pós-prandial < 140 mg/dL e 2 horas pós-prandial < 120 mg/dL. A primeira linha de tratamento é a terapia nutricional e o exercício físico. Se as metas não forem atingidas, a insulina é o tratamento farmacológico de escolha devido à sua segurança e eficácia. Embora alguns antidiabéticos orais possam ser usados em casos selecionados, a insulina é preferível na maioria das situações.
As metas recomendadas são glicemia de jejum abaixo de 95 mg/dL, glicemia 1 hora pós-prandial abaixo de 140 mg/dL e glicemia 2 horas pós-prandial abaixo de 120 mg/dL, para minimizar riscos.
O controle glicêmico adequado reduz significativamente o risco de malformações congênitas, macrossomia fetal, pré-eclâmpsia, parto prematuro e outras complicações maternas e neonatais.
A insulina é indicada quando a dieta, o exercício físico e, se aplicável, os antidiabéticos orais (com restrições) não conseguem atingir as metas glicêmicas estabelecidas, sendo o tratamento de escolha para o controle glicêmico na gestação.
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