Metas Glicêmicas DM1: Guia por Faixa Etária

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015

Enunciado

São metas de controle glicêmico para as diferentes faixas etárias com DM tipo 1, EXCETO:

Alternativas

  1. A) lactentes e pré-escolares (0 a 6 anos) - glicemia de jejum 100 a 180 mg/dl em jejum, glicemia pós-prandial 110 a 200 mg/dl e Hba1c <8,5%.
  2. B) escolares (6 a 12 anos) - glicemia de jejum 90 a 180 mg/dl, glicemia pós-prandial 100 a 180 mg/dl e Hba1c <8%.
  3. C) adolescentes (13 a 17 anos) - glicemia de jejum 90 a 130 mg/dl em jejum, glicemia pós prandial 90 a 150 mg/dl e Hba1c <7,5%.
  4. D) adultos jovens (18 a 19) - glicemia de jejum 70 - 130mg/dl em jejum, glicemia pós- prandial 90 a 180mg/dl e Hba1c <7,0%.
  5. E) adultos (20 anos ou mais) - glicemia de jejum 70 - 130 mg/dl em jejum, glicemia pós- prandial 90 a 180/dl e Hba1c <7,0%.

Pérola Clínica

Metas glicêmicas DM1 variam por idade: mais flexíveis em <6 anos (risco hipoglicemia), mais rigorosas em adolescentes/adultos.

Resumo-Chave

As metas de controle glicêmico para DM tipo 1 são individualizadas e dependem da faixa etária, visando um equilíbrio entre o controle da hiperglicemia e a prevenção de hipoglicemias graves. A opção D está incorreta porque, embora as metas de HbA1c e glicemia de jejum sejam adequadas para adultos jovens, a faixa de glicemia pós-prandial de 90 a 180 mg/dL pode ser considerada menos otimizada para essa faixa etária, onde um controle mais rigoroso (ex: 90-150 mg/dL) é frequentemente almejado para reduzir complicações a longo prazo, alinhando-se mais com as metas de adolescentes.

Contexto Educacional

O manejo do Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) em crianças e adolescentes é complexo e exige metas de controle glicêmico individualizadas, que variam significativamente com a idade. As diretrizes de sociedades como a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a American Diabetes Association (ADA) fornecem orientações claras para cada faixa etária, equilibrando o controle glicêmico com a segurança do paciente, especialmente em relação ao risco de hipoglicemia. Para lactentes e pré-escolares (0-6 anos), as metas são mais flexíveis (HbA1c <8,5%, glicemia de jejum 100-180 mg/dL, pós-prandial 110-200 mg/dL) devido ao alto risco de hipoglicemia grave e suas consequências no desenvolvimento cerebral. Em escolares (6-12 anos), as metas se tornam um pouco mais rigorosas (HbA1c <8%, glicemia de jejum 90-180 mg/dL, pós-prandial 100-180 mg/dL). Para adolescentes (13-17 anos), o objetivo é um controle mais apertado (HbA1c <7,5%, glicemia de jejum 90-130 mg/dL, pós-prandial 90-150 mg/dL), preparando-os para as metas de adultos. Adultos jovens (18-19 anos) e adultos (20 anos ou mais) geralmente buscam metas mais estritas (HbA1c <7,0%, glicemia de jejum 70-130 mg/dL, pós-prandial <180 mg/dL). A questão destaca a importância de conhecer essas nuances, pois um erro na aplicação das metas pode comprometer o tratamento e a qualidade de vida do paciente. Para residentes, é fundamental memorizar essas faixas e entender a justificativa por trás de cada uma, especialmente em cenários de prova e na prática clínica diária.

Perguntas Frequentes

Por que as metas glicêmicas são mais elevadas em lactentes com DM1?

Em lactentes e pré-escolares com DM1, as metas glicêmicas são mais elevadas para minimizar o risco de hipoglicemia grave, que pode ter efeitos deletérios no desenvolvimento neurológico. A detecção de hipoglicemia é mais difícil nessa faixa etária.

Qual a importância da HbA1c no controle do DM1?

A HbA1c reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses e é um indicador chave do controle glicêmico a longo prazo. Metas de HbA1c são estabelecidas para reduzir o risco de complicações microvasculares e macrovasculares do diabetes.

Como as metas de glicemia pós-prandial diferem entre adolescentes e adultos jovens?

Para adolescentes (13-17 anos), a meta de glicemia pós-prandial é frequentemente mais restrita (ex: 90-150 mg/dL) para otimizar o controle e prevenir complicações. Para adultos jovens (18-19 anos), embora as metas se aproximem das de adultos, um controle mais rigoroso ainda pode ser preferível em alguns contextos, tornando a faixa de 90-180 mg/dL potencialmente menos ideal do que 90-150 mg/dL.

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