HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2015
A metaplasia celômica é uma das teorias propostas para explicar a histogênese de qual patologia?
Metaplasia celômica é uma teoria chave para a histogênese da endometriose.
A teoria da metaplasia celômica postula que as células do peritônio (derivadas do epitélio celômico) podem se diferenciar em tecido endometrial fora do útero, explicando a presença de focos de endometriose em locais atípicos como o peritônio.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, causando dor pélvica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. Sua histogênese é complexa e multifatorial, com diversas teorias propostas para explicar sua origem, sendo um tópico de grande relevância na ginecologia e para provas de residência. Uma das teorias mais importantes é a da metaplasia celômica, proposta por Meyer. Esta teoria postula que o epitélio celômico, que reveste a cavidade peritoneal e dá origem aos ductos de Müller (e, consequentemente, ao útero, tubas e parte da vagina), mantém a capacidade de se diferenciar em tecido endometrial mesmo na vida adulta. Sob estímulos hormonais, inflamatórios ou genéticos, essas células peritoneais poderiam sofrer metaplasia e se transformar em tecido endometrial funcional, explicando a presença de endometriose em locais como o peritônio. Outras teorias incluem a da menstruação retrógrada (Sampson), que sugere que fragmentos de endométrio viáveis são transportados pelas tubas uterinas para a cavidade peritoneal durante a menstruação, e a teoria da disseminação linfática ou hematogênica, que explicaria focos em locais mais distantes. A compreensão dessas teorias é fundamental para entender a patogênese da endometriose e desenvolver abordagens diagnósticas e terapêuticas mais eficazes.
As principais teorias são: menstruação retrógrada (Sampson), metaplasia celômica (Meyer) e disseminação linfática ou hematogênica. A teoria da indução também é relevante.
Essa teoria sugere que as células do peritônio, que derivam do epitélio celômico embrionário, possuem a capacidade de se transformar em células endometriais sob estímulos apropriados, levando à formação de focos de endometriose.
A endometriose pode ser encontrada em ovários, peritônio pélvico, septo retovaginal e, raramente, em locais distantes. A teoria da menstruação retrógrada explica a localização pélvica, enquanto a metaplasia celômica e a disseminação linfática/hematogênica ajudam a explicar focos em locais mais atípicos.
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