SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Em relação à produção hormonal testicular, pode-se afirmar que
Testosterona é convertida em estradiol por aromatase em tecidos periféricos, incluindo o adiposo.
A testosterona é o principal androgênio produzido pelos testículos, mas sua ação não se limita a ela. Uma parte significativa é convertida em dihidrotestosterona (DHT) nos tecidos-alvo e em estradiol (um estrogênio) pela enzima aromatase, presente em diversos tecidos, como o adiposo, fígado e cérebro.
A produção hormonal testicular é complexa e envolve a síntese de testosterona pelas células de Leydig, sob o controle do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A testosterona é o principal androgênio, mas seu metabolismo e ação são multifacetados. Uma característica crucial é sua conversão em outras formas hormonais, que exercem efeitos biológicos distintos em diferentes tecidos. A testosterona produzida é, de fato, convertida em estradiol em tecidos periféricos, como o tecido adiposo, através da enzima aromatase. Essa conversão é fundamental para a saúde óssea, função cardiovascular e regulação do feedback negativo no eixo hipotálamo-hipófise. A alternativa A está correta ao destacar essa via metabólica. Em contraste, a maior parte da testosterona sérica circulante está ligada a proteínas (principalmente SHBG e albumina), sendo a fração livre a biologicamente ativa. Além disso, a dihidrotestosterona (DHT), e não a testosterona, é a forma hormonal com maior potência e concentração no tecido prostático, onde é responsável pelo crescimento prostático e diferenciação sexual masculina. A fração ativa da testosterona é a fração livre, não a ligada ao SHBG, que serve como um reservatório circulante. Compreender essas nuances do metabolismo da testosterona é essencial para o diagnóstico e tratamento de distúrbios endócrinos masculinos.
A dihidrotestosterona (DHT) é a forma mais potente da testosterona em muitos tecidos-alvo, como a próstata e folículos pilosos, sendo convertida a partir da testosterona pela 5-alfa-redutase.
A conversão de testosterona em estradiol ocorre em diversos tecidos periféricos, como o tecido adiposo, fígado, cérebro e ossos, através da enzima aromatase.
A SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais) liga-se à testosterona, transportando-a na circulação. A testosterona ligada à SHBG é biologicamente inativa, enquanto a fração livre é a forma ativa.
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