UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
NÃO é fator que altera o metabolismo de hidrocarbonato na gravidez que resulta na elevação da glicemia:
Glicocorticoides ↓ NÃO eleva glicemia na gravidez; lactogênio placentário, ácidos graxos ↑ e degradação insulina ↑ sim.
Durante a gravidez, ocorrem diversas alterações hormonais e metabólicas que promovem um estado de resistência à insulina, visando garantir suprimento energético para o feto. Hormônios como o lactogênio placentário, o aumento dos ácidos graxos livres e a degradação placentária de insulina contribuem para a elevação da glicemia. A diminuição dos glicocorticoides, no entanto, não é um fator de elevação, pois eles tendem a aumentar na gestação e são hiperglicemiantes.
A gravidez é um estado de profundas alterações metabólicas, especialmente no metabolismo de carboidratos, que visam garantir um suprimento contínuo de glicose para o feto em desenvolvimento. Essas adaptações fisiológicas levam a um estado de resistência à insulina, que é mais pronunciado no segundo e terceiro trimestres. Compreender esses mecanismos é fundamental para entender a fisiopatologia do diabetes gestacional. A elevação da glicemia na gravidez é multifatorial. O hormônio lactogênio placentário (somatomamotropina coriônica) é um potente antagonista da insulina, diminuindo a sensibilidade dos tecidos maternos à insulina. Além disso, há um aumento nos níveis séricos de ácidos graxos livres, que também contribuem para a resistência à insulina. A placenta também produz enzimas que degradam a insulina, reduzindo sua meia-vida e eficácia. Os glicocorticoides, como o cortisol, que têm seus níveis aumentados na gravidez, são conhecidos por serem hiperglicemiantes e contribuem para a resistência à insulina. Portanto, a diminuição dos valores séricos dos glicocorticoides NÃO é um fator que eleva a glicemia; pelo contrário, o aumento deles contribui para esse efeito. O pâncreas materno compensa essa resistência aumentando a produção de insulina, mas quando essa compensação é insuficiente, o diabetes gestacional se manifesta. O manejo visa controlar a glicemia para prevenir complicações maternas e fetais.
O principal hormônio placentário que contribui para a resistência à insulina é o lactogênio placentário (somatomamotropina coriônica), além de estrogênios, progesterona e cortisol.
O aumento dos ácidos graxos livres na gestação contribui para a resistência à insulina nos tecidos periféricos, como músculo e fígado, diminuindo a captação de glicose e elevando a glicemia.
A placenta produz enzimas que degradam a insulina, o que reduz a quantidade de insulina circulante disponível para a mãe e contribui para o estado de resistência à insulina e elevação da glicemia.
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