HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Em uma resposta hipermetabólica grave, derivada de cirurgia ou trauma, há um aumento significativo da necessidade de aminoácidos e proteínas, e muitos pacientes recebem suporte nutricional complementar por via enteral. Nessa situação em que o sistema venoso portal transporta os aminoácidos ingeridos até o fígado, a taxa de aminoácidos que atingem a circulação sistêmica para suprir o pool plasmático de aminoácidos é de
Resposta hipermetabólica grave → Aminoácidos ingeridos via portal: 25% atingem circulação sistêmica.
Em estados hipermetabólicos, o fígado tem um papel crucial no metabolismo dos aminoácidos absorvidos. Apenas uma fração significativa, cerca de 25%, dos aminoácidos ingeridos via enteral consegue ultrapassar o metabolismo hepático de primeira passagem e atingir a circulação sistêmica para o pool plasmático.
A resposta hipermetabólica, comum após cirurgias de grande porte ou traumas graves, caracteriza-se por um aumento significativo da demanda energética e proteica do organismo. Nesses cenários, o suporte nutricional, frequentemente por via enteral, torna-se crucial para a recuperação do paciente, fornecendo os substratos necessários para a síntese proteica e a manutenção das funções orgânicas. O metabolismo dos aminoácidos ingeridos por via enteral é complexo e envolve uma importante primeira passagem hepática. Após a absorção intestinal, os aminoácidos são transportados pela veia porta diretamente para o fígado. Este órgão atua como um filtro metabólico, captando e metabolizando grande parte desses aminoácidos para suas próprias necessidades (síntese proteica, gliconeogênese, ureogênese) antes que atinjam a circulação sistêmica. Apenas uma fração, cerca de 25%, consegue ultrapassar essa barreira hepática e contribuir para o pool plasmático de aminoácidos disponível para outros tecidos. Compreender essa dinâmica é fundamental para o planejamento do suporte nutricional em pacientes críticos. A baixa taxa de aminoácidos que atingem a circulação sistêmica sublinha a necessidade de formulações enterais que considerem não apenas a quantidade total de proteína, mas também a qualidade e a proporção de aminoácidos essenciais, visando otimizar a disponibilidade para os tecidos periféricos e minimizar o catabolismo proteico.
O fígado é o principal órgão metabolizador de aminoácidos após a absorção intestinal, utilizando-os para síntese proteica, gliconeogênese ou ureogênese, limitando a quantidade que atinge a circulação sistêmica.
Em estados hipermetabólicos, como trauma ou cirurgia grave, a demanda por aminoácidos pelo fígado é aumentada para síntese de proteínas de fase aguda e energia, resultando em maior captação hepática e menor liberação sistêmica.
A baixa taxa de aminoácidos sistêmicos ressalta a importância de um suporte nutricional adequado, visando otimizar a oferta e a utilização de substratos para atender às elevadas demandas metabólicas e prevenir a desnutrição.
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