Hipertensão e Diabetes: Meta Pressórica Ideal (SBH 2010)

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Hipertensão (2010), a meta pressórica recomendada, para pacientes com hipertensão arterial estágio 1 e diabetes, é:

Alternativas

  1. A) sistólica < 120mmHg, diastólica < 80mmHg.
  2. B) sistólica < 130mmHg, diastólica < 80mmHg.
  3. C) sistólica < 125mmHg, diastólica < 75mmHg.
  4. D) sistólica < 140mmHg, diastólica < 85mmHg.
  5. E) sistólica < 160mmHg, diastólica < 85mmHg.

Pérola Clínica

HAS estágio 1 + DM: meta pressórica < 130/80 mmHg (SBH 2010).

Resumo-Chave

Pacientes com hipertensão e diabetes mellitus têm maior risco cardiovascular e renal. As diretrizes de 2010 da SBH recomendavam metas pressóricas mais rigorosas para essa população, visando reduzir complicações micro e macrovasculares.

Contexto Educacional

O controle da hipertensão arterial em pacientes com diabetes mellitus é um pilar fundamental na prevenção de complicações graves. A coexistência dessas duas condições eleva exponencialmente o risco de eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, além de acelerar a progressão de doenças microvasculares, como nefropatia e retinopatia diabética. As diretrizes buscam estabelecer alvos pressóricos que otimizem a proteção desses pacientes. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão de 2010, publicadas pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), recomendavam para pacientes com hipertensão arterial estágio 1 e diabetes mellitus uma meta pressórica sistólica inferior a 130 mmHg e diastólica inferior a 80 mmHg. Essa recomendação visava um controle mais rigoroso, considerando a vulnerabilidade aumentada desses indivíduos. O diagnóstico da hipertensão estágio 1 é feito com PA sistólica entre 140-159 mmHg ou diastólica entre 90-99 mmHg. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e, frequentemente, terapia farmacológica combinada. A escolha dos anti-hipertensivos deve considerar os benefícios adicionais para diabéticos, como a nefroproteção oferecida por IECA e BRA. É crucial monitorar regularmente a pressão arterial e a função renal para ajustar o tratamento e garantir que as metas sejam atingidas, minimizando os riscos de eventos adversos e otimizando o prognóstico a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de um controle pressórico rigoroso em diabéticos?

O controle rigoroso da pressão arterial em pacientes diabéticos é fundamental para reduzir o risco de complicações macrovasculares (infarto, AVC) e microvasculares (nefropatia, retinopatia), que são aceleradas pela coexistência de hipertensão e diabetes.

As metas pressóricas para diabéticos mudaram ao longo do tempo?

Sim, as metas pressóricas para pacientes diabéticos têm sido revisadas por diferentes diretrizes ao longo do tempo, refletindo novas evidências. As diretrizes de 2010 da SBH recomendavam <130/80 mmHg, enquanto diretrizes mais recentes podem variar, mas sempre enfatizam um controle cuidadoso.

Quais são as principais classes de anti-hipertensivos recomendadas para diabéticos?

Para pacientes diabéticos, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são frequentemente as primeiras escolhas, devido aos seus benefícios renais e cardiovasculares adicionais, além do controle pressórico.

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