SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir.Paciente do sexo masculino, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos, associado a hipertensão arterial e dislipidemia. Tabagista ativo. Presença de macroproteinúria de 512 mg/g de creatinina.Segundo a diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), qual a meta do LDL-colesterol para esse paciente?
DM2 + múltiplos fatores de risco (HAS, tabagismo, macroproteinúria) = risco cardiovascular MUITO ALTO → meta LDL-c < 50 mg/dL.
Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e múltiplos fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, tabagismo e especialmente a presença de doença renal crônica (evidenciada pela macroproteinúria), são classificados como de risco cardiovascular muito alto. Para esses pacientes, as diretrizes atuais recomendam metas de LDL-colesterol mais rigorosas para reduzir eventos cardiovasculares.
O Diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença crônica que aumenta significativamente o risco de complicações macro e microvasculares, sendo a doença cardiovascular aterosclerótica a principal causa de morbimortalidade. A dislipidemia é uma comorbidade frequente e um fator de risco modificável crucial. A estratificação do risco cardiovascular é essencial para definir as metas terapêuticas, especialmente para o LDL-colesterol. A presença de múltiplos fatores de risco, como longa duração do DM, hipertensão arterial, tabagismo ativo e, principalmente, a presença de doença renal crônica (evidenciada pela macroproteinúria), classifica o paciente como de risco cardiovascular muito alto. Nesses casos, a agressividade no tratamento da dislipidemia é fundamental para prevenir eventos como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e outras sociedades internacionais, para pacientes diabéticos com risco cardiovascular muito alto, a meta de LDL-colesterol é < 50 mg/dL. O tratamento geralmente envolve estatinas de alta intensidade, podendo ser necessário adicionar ezetimiba ou inibidores de PCSK9 para atingir a meta. O manejo abrangente inclui também controle glicêmico, pressórico e cessação do tabagismo.
Pacientes diabéticos são classificados como de risco muito alto se tiverem doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, doença renal crônica (taxa de filtração glomerular < 30 mL/min/1,73m² ou macroproteinúria), ou múltiplos fatores de risco (ex: DM de longa data, HAS, dislipidemia, tabagismo, obesidade, história familiar precoce de DAC).
A macroproteinúria (excreção urinária de albumina > 300 mg/24h ou > 300 mg/g de creatinina) é um marcador de doença renal diabética avançada e um forte preditor independente de eventos cardiovasculares, classificando automaticamente o paciente como de risco cardiovascular muito alto.
Outras intervenções incluem controle rigoroso da pressão arterial (<130/80 mmHg), cessação do tabagismo, controle glicêmico adequado (HbA1c individualizada), uso de estatinas de alta intensidade, e, em alguns casos, inibidores de SGLT2 ou agonistas de GLP-1 com benefício cardiovascular comprovado.
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