SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2020
As dislipidemias representam importante fator de risco cardiovascular, sendo que a Lipoproteína de Baixa Densidade Colesterol (LDL-c) é o mais relevante fator de risco modificável para Doença Arterial Coronariana (DAC). A Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2017 incorporou algumas mudanças na abordagem das dislipidemias em relação à diretriz anterior. Recentemente publicada, a Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2019) manteve as mesmas metas em relação ao ano de 2017. De acordo com esta última atualização, um paciente de alto risco e em tratamento com estatina, tem como meta terapêutica de LDL-c:
Paciente alto risco cardiovascular + estatina → meta LDL-c < 70 mg/dL.
Para pacientes de alto risco cardiovascular, as diretrizes brasileiras de 2017 e 2019 estabelecem uma meta de LDL-c inferior a 70 mg/dL, visando a redução máxima do risco de eventos cardiovasculares ateroscleróticos.
As dislipidemias são um dos principais fatores de risco modificáveis para a doença arterial coronariana (DAC) e outros eventos cardiovasculares ateroscleróticos. O colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) é o principal alvo terapêutico na abordagem das dislipidemias, e a intensidade do tratamento é determinada pela estratificação do risco cardiovascular global do paciente. As diretrizes brasileiras de dislipidemias (2017) e prevenção cardiovascular (2019) enfatizam a importância de metas de LDL-c mais rigorosas para pacientes com maior risco. Para indivíduos classificados como de alto risco, que incluem aqueles com DAC estabelecida, diabetes com lesão de órgão-alvo, doença renal crônica grave ou escore de risco global elevado, a meta terapêutica de LDL-c é < 70 mg/dL. O tratamento com estatinas de alta intensidade é a pedra angular para atingir essas metas, sendo fundamental para a redução de morbidade e mortalidade cardiovascular. O médico residente deve dominar a estratificação de risco e as metas lipídicas para oferecer o melhor manejo preventivo e terapêutico aos seus pacientes.
De acordo com as diretrizes brasileiras de dislipidemias e prevenção cardiovascular, a meta de LDL-c para pacientes de alto risco é inferior a 70 mg/dL.
A estratificação de risco considera fatores como idade, sexo, tabagismo, hipertensão, diabetes, histórico familiar de DAC precoce e presença de doença aterosclerótica estabelecida.
As estatinas são a base do tratamento para reduzir o LDL-c em pacientes de alto risco, demonstrando grande eficácia na prevenção primária e secundária de eventos cardiovasculares.
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