FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2018
Paciente de 62 anos, com história ocupacional de eletricista de manutenção por 16 anos na indústria de fibrocimento e de 14 anos, também como eletricista, na indústria de fabricação de baterias de carro. Seu RX de Tórax revelou, após 37 anos do início da exposição, opacidades lobuladas periféricas e mediastinais à direita e desaparecimento do contorno diafragmático homolateral. Hemitórax esquerdo radiologicamente normal. Baseado na história ocupacional e nos achados radiológicos, qual a principal hipótese diagnóstica:
Exposição a amianto + opacidades pleurais/mediastinais + desaparecimento diafragmático → Mesotelioma pleural.
A história ocupacional de exposição ao amianto (fibrocimento) é crucial para o diagnóstico de mesotelioma pleural, uma neoplasia maligna associada a achados radiológicos específicos como espessamento pleural e obliteração do seio costofrênico.
O mesotelioma pleural é uma neoplasia maligna agressiva que surge da pleura, sendo fortemente associada à exposição ao amianto (asbesto). A latência entre a exposição e o desenvolvimento da doença pode ser de décadas, tornando a história ocupacional detalhada um pilar diagnóstico. É uma doença rara, mas com alta morbidade e mortalidade, sendo um importante tema em medicina do trabalho e pneumologia. A fisiopatologia envolve a inalação de fibras de amianto que se depositam na pleura, causando inflamação crônica e mutações celulares. O diagnóstico é suspeitado por achados radiológicos como espessamento pleural difuso, derrame pleural persistente e obliteração do seio costofrênico. A tomografia computadorizada de tórax é essencial para avaliar a extensão da doença, e a biópsia pleural guiada por toracoscopia é o padrão ouro para confirmação histopatológica. O tratamento do mesotelioma pleural é complexo e geralmente envolve quimioterapia, radioterapia e, em casos selecionados, cirurgia. O prognóstico é geralmente reservado devido à natureza agressiva da doença e ao diagnóstico tardio. A prevenção primária, evitando a exposição ao amianto, é a medida mais eficaz.
O principal fator de risco é a exposição ao amianto (asbesto), frequentemente em ambientes ocupacionais como construção civil, indústria naval e de fibrocimento, com um longo período de latência.
Radiografias de tórax podem mostrar espessamento pleural difuso, placas pleurais, derrame pleural unilateral e perda do contorno diafragmático. A tomografia computadorizada de tórax é mais sensível para detalhar essas alterações.
A história de exposição ao amianto é fundamental. A biópsia pleural com análise histopatológica e imuno-histoquímica é necessária para o diagnóstico definitivo, diferenciando-o de metástases ou outras doenças inflamatórias.
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