HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Paciente de 70 anos, com história ocupacional de eletricista de manutenção por 20 anos na indústria de fibrocimento é de 15 anos, também como eletricista, na indústria de fabricação de baterias de carro. Seu RX de tórax revelou após 37 anos do início da exposição, opacidades lobuladas periféricas e mediastinais à direita e desaparecimento do contorno diafragmático homolateral. Hemitórax esquerdo radiologicamente normal. Baseado na história ocupacional e nos achados radiológicos, qual a principal hipótese diagnóstica:
História de exposição a amianto + opacidades pleurais + desaparecimento diafragmático = Mesotelioma de pleura.
A exposição ocupacional ao amianto (presente no fibrocimento) é o principal fator de risco para mesotelioma de pleura, um tumor maligno agressivo. Os achados radiológicos de opacidades pleurais lobuladas e espessamento pleural com apagamento do contorno diafragmático são altamente sugestivos.
O mesotelioma de pleura é um tumor maligno raro e agressivo que se origina das células mesoteliais que revestem a pleura. Sua principal causa é a exposição ocupacional ao amianto (asbesto), com um longo período de latência que pode variar de 20 a 50 anos após a primeira exposição. É uma doença de grande importância em saúde ocupacional. A fisiopatologia envolve a inalação de fibras de amianto, que se alojam na pleura e induzem inflamação crônica, estresse oxidativo e dano genético, culminando na transformação maligna das células mesoteliais. Os sintomas iniciais são inespecíficos, como dor torácica, dispneia e perda de peso. Os achados radiológicos, como espessamento pleural difuso, nodularidades e apagamento do contorno diafragmático, são cruciais para a suspeita diagnóstica. O diagnóstico definitivo requer biópsia pleural, muitas vezes por videotoracoscopia, para análise histopatológica e imuno-histoquímica. O prognóstico do mesotelioma é geralmente reservado, com opções de tratamento que incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia, muitas vezes em combinação, visando o controle da doença e a melhora da qualidade de vida.
A exposição ao amianto é o principal fator etiológico para o mesotelioma de pleura. As fibras de amianto inaladas se depositam na pleura, causando inflamação crônica e mutações que levam ao desenvolvimento do tumor, geralmente após um longo período de latência.
Os achados incluem espessamento pleural difuso, nodular ou lobulado, que pode envolver o diafragma e o mediastino, levando ao apagamento do contorno diafragmático e à redução do volume pulmonar. Derrame pleural também é comum.
A diferenciação envolve a história ocupacional detalhada, achados radiológicos específicos e, principalmente, a biópsia pleural para análise histopatológica e imuno-histoquímica, que confirmará a natureza maligna e o tipo celular do mesotelioma.
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