SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Marque a alternativa correta do tumor peritoneal maligno primário mais comum:
Tumor peritoneal maligno primário mais comum = Mesotelioma peritoneal maligno.
O mesotelioma peritoneal maligno é o tumor primário mais comum do peritônio, frequentemente associado à exposição ao amianto. É uma neoplasia agressiva que se origina das células mesoteliais que revestem a cavidade abdominal, diferenciando-se de carcinomas peritoneais secundários que são mais comuns.
O peritônio, membrana serosa que reveste a cavidade abdominal e os órgãos viscerais, pode ser sítio de tumores primários e secundários. Embora as metástases peritoneais (carcinomatose peritoneal) de outros tumores (ovário, cólon, estômago) sejam muito mais frequentes, a questão aborda especificamente os tumores malignos primários do peritônio. Dentre estes, o mesotelioma peritoneal maligno é o mais comum e clinicamente relevante. O mesotelioma peritoneal maligno é uma neoplasia rara e agressiva que se origina das células mesoteliais. Sua etiologia está fortemente associada à exposição ao amianto (asbesto), com um longo período de latência entre a exposição e o desenvolvimento da doença. Os sintomas são inespecíficos e incluem dor abdominal, distensão abdominal, ascite, perda de peso e fadiga, o que frequentemente leva a um diagnóstico tardio. O diagnóstico definitivo é desafiador e requer uma combinação de exames de imagem (TC, RM), análise do líquido ascítico e, crucialmente, biópsia peritoneal com estudo histopatológico e imuno-histoquímico para diferenciar de outras neoplasias. O tratamento é complexo e geralmente envolve uma abordagem multimodal, incluindo cirurgia citorredutora com quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC), quimioterapia sistêmica e, em alguns casos, radioterapia. O prognóstico é geralmente reservado devido à natureza agressiva da doença e ao diagnóstico tardio.
A principal causa do mesotelioma peritoneal maligno é a exposição prévia ao amianto (asbesto), embora nem todos os casos tenham essa associação clara.
Os sintomas incluem dor abdominal, distensão abdominal devido a ascite, perda de peso, náuseas e vômitos. São inespecíficos e podem mimetizar outras condições.
O diagnóstico definitivo requer biópsia do tecido peritoneal, geralmente obtida por laparoscopia, e análise histopatológica com imuno-histoquímica para diferenciar de outros tumores, como o carcinoma peritoneal.
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