UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Menor com 1 mês e 25 dias de vida, admitida na enfermaria pediátrica com quadro de febre alta, dificuldade para aceitar dieta e tosse seca paroxística com guinchos. Realizado laboratório que apresenta hemoglobina de 11 g, leucócitos: 55.000/mm³, plaquetas: 327.000/mm³, raio X de tórax normal. O diagnóstico e o tratamento de primeira escolha recomendado pelo ministério da saúde na atualidade é:
Lactente < 2 meses + tosse paroxística com guincho + leucocitose + linfocitose → Coqueluche. Tto: Azitromicina.
O quadro clínico de tosse paroxística com guinchos em lactente jovem, associado a leucocitose e linfocitose, é altamente sugestivo de coqueluche. O tratamento de escolha, especialmente em menores de 1 mês, é a azitromicina devido ao menor risco de estenose pilórica em comparação com a eritromicina.
A coqueluche, causada pela bactéria *Bordetella pertussis*, é uma doença respiratória altamente contagiosa e potencialmente grave, especialmente em lactentes jovens. A incidência tem aumentado globalmente, tornando seu reconhecimento crucial. Em menores de 6 meses, a apresentação clínica pode ser atípica, com apneia e cianose predominando sobre a tosse paroxística clássica com guincho, o que dificulta o diagnóstico. A leucocitose com linfocitose é um achado laboratorial comum e sugestivo. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias. A fisiopatologia envolve a ação de toxinas bacterianas que causam inflamação e necrose do epitélio respiratório, levando aos paroxismos de tosse. O diagnóstico é clínico, epidemiológico e laboratorial, com PCR de nasofaringe sendo o método mais rápido e sensível. A radiografia de tórax geralmente é normal ou mostra infiltrados perihilares inespecíficos. O tratamento de primeira escolha para coqueluche é com macrolídeos, sendo a azitromicina a opção preferencial em lactentes, especialmente em menores de 1 mês, devido ao menor risco de estenose pilórica em comparação com a eritromicina. O tratamento precoce reduz a gravidade e a duração da doença, além de diminuir a transmissibilidade. A vacinação (DTPa para crianças e dTpa para gestantes e adultos) é a principal medida de prevenção.
Em lactentes, a coqueluche pode apresentar-se com tosse paroxística intensa, seguida de um 'guincho' inspiratório, cianose, apneia e vômitos pós-tosse. Febre geralmente é baixa ou ausente, mas a leucocitose com linfocitose é comum.
A azitromicina é preferida em lactentes, especialmente em menores de 1 mês, devido à sua eficácia e ao menor risco de causar estenose pilórica hipertrófica infantil em comparação com a eritromicina.
O diagnóstico laboratorial é feito principalmente por cultura de secreção de nasofaringe (padrão ouro, mas lenta) ou por PCR (mais rápido e sensível) para Bordetella pertussis. Hemograma pode mostrar leucocitose com linfocitose.
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