UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Menor com 3 anos de idade apresenta há 3 dias febre alta e indisposição. Há 2 dias percebeu-se presença de lesão na face em placa eritematosa com bordas bem definidas, que evoluiu para bolhas com conteúdo seroso, extremamente dolorosas. Presença de linfoadenomegalia cervical. Apresentou IVAS duas semanas antes de iniciar o quadro. Qual o diagnóstico e o melhor tratamento para este menor?
Erisipela → Placa eritematosa com bordas bem definidas, dolorosa, febre, bolhas, linfoadenomegalia. Tratamento: Penicilina.
A erisipela é uma infecção cutânea aguda causada principalmente por Streptococcus pyogenes, caracterizada por uma placa eritematosa, edemaciada, dolorosa, com bordas bem definidas e elevadas, frequentemente acompanhada de febre e linfoadenomegalia. A presença de bolhas indica uma forma mais grave. O tratamento de escolha é a penicilina.
A erisipela é uma infecção bacteriana aguda da derme superficial e dos vasos linfáticos, mais comumente causada pelo Streptococcus pyogenes. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é importante reconhecê-la em crianças, onde pode ser precedida por infecções de vias aéreas superiores ou lesões cutâneas. A apresentação clássica inclui uma placa eritematosa, edemaciada, quente e dolorosa, com bordas bem demarcadas e elevadas, que se expande rapidamente. Febre alta, calafrios e linfoadenomegalia regional são achados sistêmicos comuns. A presença de bolhas ou vesículas indica uma forma bolhosa, geralmente mais grave. O diagnóstico da erisipela é predominantemente clínico, baseado nas características típicas da lesão e nos sintomas sistêmicos. A diferenciação de outras infecções cutâneas, como a celulite, é crucial; a celulite afeta tecidos mais profundos e tem bordas menos definidas. O impetigo, embora também estreptocócico, é mais superficial e geralmente não apresenta a mesma toxicidade sistêmica. O tratamento de escolha para a erisipela é a antibioticoterapia sistêmica, com a penicilina sendo o fármaco de primeira linha devido à alta sensibilidade do Streptococcus pyogenes. Em casos de alergia à penicilina, macrolídeos podem ser utilizados. A via de administração (oral ou intravenosa) e a duração do tratamento dependem da gravidade do quadro clínico e da resposta do paciente. O tratamento precoce é essencial para prevenir complicações como abscessos, fasciite necrosante e sepse.
A erisipela se caracteriza por uma lesão eritematosa com bordas bem definidas e elevadas, enquanto a celulite apresenta bordas menos nítidas e se estende para tecidos mais profundos.
O agente mais comum é o Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). O tratamento de primeira linha é a penicilina, seja cristalina IV ou benzatina IM, dependendo da gravidade.
Suspeitar de gravidade na presença de bolhas, necrose, febre alta persistente, toxicidade sistêmica ou falha terapêutica. Complicações incluem abscesso, sepse e glomerulonefrite pós-estreptocócica.
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