SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Paciente de 36 anos de idade procura consultório de ginecologia com quadro de ano sem menstruação. Ainda revela sintomas pouco específicos e gerais e discreta dispareunia de penetração. Exame físico aparentemente normal. Foi realizado teste de progesterona com resultado negativo, e o teste do estrógeno + progestágenos foi positivo. Dosado TSH, T4 e prolactina, normais. O HCG sérico foi negativo. Apresenta nível séricos de FSH elevado. De acordo com o quadro acima, qual o provável diagnóstico?
Amenorreia secundária <40 anos + FSH elevado + teste progesterona negativo → Menopausa Precoce.
A menopausa precoce, ou insuficiência ovariana prematura, é caracterizada por amenorreia secundária antes dos 40 anos, com níveis elevados de FSH, indicando falência ovariana. O teste de progesterona negativo e o teste estrogênio-progesterona positivo confirmam a ausência de produção endógena de estrogênio, mas com endométrio responsivo.
A menopausa precoce, também conhecida como insuficiência ovariana prematura (IOP), é definida pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade, resultando em amenorreia secundária e hipoestrogenismo. A etiologia é variada, incluindo causas genéticas (ex: Síndrome de Turner), autoimunes, iatrogênicas (quimioterapia, radioterapia, cirurgia ovariana) ou idiopáticas. A paciente do caso apresenta amenorreia por um ano, idade de 36 anos e FSH elevado, o que é altamente sugestivo de falência ovariana. O diagnóstico da IOP baseia-se na história clínica de amenorreia secundária e na dosagem hormonal. Níveis séricos de FSH elevados (geralmente > 40 mUI/mL em duas ocasiões, com intervalo de 4-6 semanas) são o marcador mais importante da falência ovariana. O teste de progesterona negativo indica ausência de estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio. O teste de estrogênio + progesterona positivo demonstra que o endométrio é responsivo, mas não está sendo estimulado pelos ovários. As implicações da menopausa precoce são significativas, incluindo infertilidade, aumento do risco de osteoporose, doenças cardiovasculares e sintomas vasomotores e urogenitais. O tratamento geralmente envolve a terapia de reposição hormonal (TRH) para mitigar esses riscos e aliviar os sintomas, até a idade média da menopausa natural (aproximadamente 51 anos).
Os critérios incluem amenorreia por pelo menos 4-6 meses antes dos 40 anos, associada a dois níveis de FSH > 25-40 mUI/mL (geralmente > 40 mUI/mL) coletados com 4 semanas de intervalo.
O teste de progesterona avalia a presença de estrogênio endógeno; se negativo, indica deficiência estrogênica. O teste de estrogênio + progesterona avalia a responsividade endometrial; se positivo, sugere que o problema é a falta de estrogênio ovariano.
Além da infertilidade, a menopausa precoce aumenta o risco de osteoporose, doenças cardiovasculares, disfunção sexual e sintomas vasomotores, necessitando de terapia de reposição hormonal.
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