Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Uma mulher com 48 anos foi submetida a histerectomia total com anexectomia bilateral por miomatose uterina. Após alguns meses, procurou o ambulatório com queixas de fogachos noturnos e ressecamento vaginal. A conduta deverá ser administrar
Mulher pós-histerectomia com anexectomia bilateral e sintomas climatéricos → TRH com estrogênio isolado.
Após histerectomia total com anexectomia bilateral, a mulher entra em menopausa cirúrgica, necessitando de reposição hormonal. Na ausência de útero, a progesterona não é necessária, pois seu objetivo é proteger o endométrio da hiperplasia induzida pelo estrogênio.
A menopausa cirúrgica ocorre após a remoção dos ovários (ooforectomia ou anexectomia bilateral), resultando em uma queda abrupta dos níveis hormonais e o início imediato de sintomas climatéricos. É uma condição comum após histerectomia total com anexectomia bilateral, especialmente em mulheres pré-menopáusicas, e impacta significativamente a qualidade de vida. Os sintomas incluem fogachos, suores noturnos, ressecamento vaginal, disfunção sexual, alterações de humor e perda de densidade óssea. O diagnóstico é clínico, baseado na história de cirurgia e nos sintomas. A avaliação deve considerar a idade da paciente, comorbidades e riscos associados à TRH. O tratamento de escolha para mulheres sem contraindicações é a Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Em pacientes submetidas à histerectomia total com anexectomia bilateral, a reposição é feita com estrogênio isolado, pois não há útero para proteger da hiperplasia endometrial induzida pelo estrogênio. A progesterona é adicionada apenas se o útero estiver presente. A escolha da via (oral, transdérmica) e dose deve ser individualizada.
Os sintomas da menopausa cirúrgica são semelhantes aos da menopausa natural, incluindo fogachos, suores noturnos, ressecamento vaginal, alterações de humor e distúrbios do sono, mas geralmente são mais intensos devido à queda abrupta dos hormônios.
O estrogênio isolado é utilizado porque a progesterona tem como principal função proteger o endométrio da hiperplasia. Na ausência de útero (pós-histerectomia), não há endométrio a ser protegido, tornando a progesterona desnecessária e potencialmente adicionando riscos.
As contraindicações incluem câncer de mama ou endométrio, doença tromboembólica ativa, sangramento vaginal inexplicado, doença hepática grave e histórico de acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio.
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