HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022
M.H.M possui 57 anos, Gesta 3 Para 3, foi submetida à histerectomia total por lesão causada por HPV no colo do útero há 1 ano. Procurou a estratégia de saúde da Família de sua comunidade para consulta ginecológica de rotina. Queixou-se de dor intensa nas relações sexuais, fogachos intensos e sudorese noturna. Analise as afirmações abaixo: I - Os sintomas relatados são decorrentes da diminuição da produção de estrogênio. II - O FSH tem níveis diminuídos devido à baixa resposta ovariana. III - Se não houver contraindicação, a terapia de reposição hormonal poderá ser realizada apenas com estrogênio. IV - Como o colo do útero também foi retirado, não há necessidade de realização de colpocitologia oncótica. É CORRETO o que se afirma em:
Histerectomia total + sintomas climatéricos → deficiência estrogênica. TRH só com estrogênio se sem útero.
A histerectomia total, especialmente em idade pré-menopausa, pode induzir uma menopausa cirúrgica, levando a sintomas vasomotores e geniturinários devido à deficiência estrogênica. Em pacientes sem útero, a terapia de reposição hormonal pode ser feita com estrogênio isolado, sem a necessidade de progestagênio.
A menopausa cirúrgica, induzida pela histerectomia total com ou sem ooforectomia, pode precipitar ou intensificar os sintomas climatéricos devido à abrupta queda dos níveis de estrogênio. É uma condição comum na prática ginecológica, e o manejo adequado é fundamental para a qualidade de vida da mulher. A compreensão da fisiopatologia e das opções terapêuticas é essencial para residentes. Os sintomas como fogachos, sudorese noturna e dispareunia são classicamente associados à deficiência estrogênica. O FSH, em resposta à baixa produção de estrogênio pelos ovários, tem seus níveis aumentados (e não diminuídos) devido ao feedback negativo. A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma opção eficaz para aliviar esses sintomas. Em pacientes que foram submetidas à histerectomia total (ou seja, sem útero), a TRH pode ser realizada com estrogênio isolado, pois não há endométrio para ser protegido da hiperplasia. No entanto, o rastreamento para lesões relacionadas ao HPV na cúpula vaginal ainda é necessário em pacientes com histórico de lesão cervical por HPV, mesmo após a retirada do colo do útero, pois o vírus pode persistir e causar lesões na vagina.
Os sintomas mais comuns incluem fogachos, sudorese noturna, secura vaginal, dispareunia (dor nas relações sexuais), alterações de humor e distúrbios do sono, todos decorrentes da queda dos níveis de estrogênio.
O progestagênio é adicionado à terapia de reposição hormonal para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer endometrial, que podem ser induzidos pelo estrogênio isolado. Em pacientes sem útero (histerectomizadas), essa proteção não é necessária.
Sim, em pacientes com histórico de lesão por HPV no colo do útero, mesmo após histerectomia total, é recomendado o rastreamento da cúpula vaginal com colpocitologia oncótica, devido ao risco de lesões vaginais associadas ao HPV.
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