USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Mulher de 57 anos queixa-se de ondas de calor intensas, dor em queimação e prurido na região genital, e dor intensa nas relações sexuais. Encontra-se em seguimento de câncer de mama tratado há 3 anos e faz uso de tamoxifeno. Assinale a alternativa correta em relação ao esquema terapêutico correto para esta mulher.
Mulher com câncer de mama e sintomas menopausais → terapia não hormonal: Venlafaxina para vasomotores, hidratante/lubrificante para atrofia vaginal.
Paciente com histórico de câncer de mama e uso de tamoxifeno tem contraindicação a terapias hormonais. Os sintomas vasomotores (ondas de calor) podem ser tratados com inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN) como a venlafaxina, enquanto os sintomas geniturinários (atrofia vaginal, dispareunia) são manejados com hidratantes e lubrificantes vaginais não hormonais.
Mulheres com histórico de câncer de mama, especialmente aquelas em uso de terapia adjuvante como o tamoxifeno, frequentemente experimentam sintomas menopausais intensos, como ondas de calor e atrofia vulvovaginal. O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), pode exacerbar esses sintomas devido ao seu efeito antiestrogênico em alguns tecidos. A principal preocupação no manejo desses sintomas é a contraindicação de terapias hormonais, que poderiam aumentar o risco de recorrência do câncer. Para os sintomas vasomotores, como as ondas de calor, as opções de tratamento não hormonais são preferenciais. Antidepressivos como a venlafaxina (um ISRSN), paroxetina e citalopram (ISRS) têm demonstrado eficácia na redução da frequência e intensidade das ondas de calor. Outras alternativas incluem gabapentina e clonidina. A escolha depende do perfil de efeitos colaterais e interações medicamentosas. A atrofia vulvovaginal, que causa dor em queimação, prurido e dispareunia, é tratada com medidas locais não hormonais. Hidratantes vaginais de uso regular ajudam a restaurar a umidade e a elasticidade da mucosa, enquanto lubrificantes à base de água são essenciais para aliviar a dor durante as relações sexuais. O laser vaginal tem surgido como uma opção para casos refratários, mas ainda requer mais estudos de longo prazo, especialmente em pacientes oncológicas. A alternativa correta reflete a abordagem segura e eficaz para essa população de pacientes.
A terapia hormonal é contraindicada devido ao risco de estimular a recorrência do câncer de mama, especialmente em tumores hormônio-sensíveis, como é comum em pacientes em uso de tamoxifeno.
Opções incluem inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou serotonina e noradrenalina (ISRSN) como venlafaxina, paroxetina e citalopram, além de gabapentina e clonidina, e mudanças no estilo de vida.
O tratamento da atrofia vulvovaginal deve ser feito com hidratantes vaginais regulares e lubrificantes à base de água durante as relações sexuais, evitando produtos hormonais. O laser vaginal pode ser uma opção em casos refratários.
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