PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Mulher de 53 anos, teve menopausa aos 50 anos e está em terapia hormonal com estrógeno e progestágeno. Foi orientada a aumentar a ingesta diária de cálcio. Esta recomendação se deve a:
Menopausa ↓ estrogênio → ↓ absorção intestinal de cálcio e ↑ reabsorção óssea → necessidade ↑ ingesta de cálcio.
A menopausa leva à deficiência de estrogênio, que impacta negativamente o metabolismo ósseo de várias formas, incluindo a diminuição da absorção intestinal de cálcio e o aumento da reabsorção óssea. Mesmo com terapia hormonal, a recomendação de aumentar a ingesta diária de cálcio é uma medida fundamental para mitigar a perda óssea e prevenir a osteoporose em mulheres pós-menopausa.
A menopausa é um marco fisiológico na vida da mulher, caracterizado pela cessação da função ovariana e a consequente queda drástica dos níveis de estrogênio. Essa deficiência hormonal tem um impacto profundo em diversos sistemas do corpo, sendo o metabolismo ósseo um dos mais afetados. A perda óssea acelerada na pós-menopausa é a principal causa da osteoporose, aumentando significativamente o risco de fraturas. O estrogênio desempenha um papel vital na homeostase do cálcio e na manutenção da massa óssea, inibindo a atividade dos osteoclastos (células que reabsorvem o osso) e promovendo a absorção intestinal de cálcio. Com a sua deficiência, ocorre um desequilíbrio, com aumento da reabsorção óssea e diminuição da eficácia da absorção intestinal de cálcio, resultando em um balanço negativo de cálcio. Mesmo para mulheres em terapia hormonal (TH), que ajuda a mitigar esses efeitos, a recomendação de aumentar a ingesta diária de cálcio e vitamina D é fundamental. Isso se deve à persistência de uma tendência à perda óssea e à necessidade de fornecer substrato suficiente para a manutenção da densidade mineral óssea. A suplementação e a dieta rica em cálcio são pilares na prevenção da osteoporose e na promoção da saúde óssea em mulheres pós-menopausa.
O estrogênio desempenha um papel crucial na manutenção da massa óssea, inibindo a reabsorção óssea e promovendo a absorção intestinal de cálcio. Sua deficiência na menopausa leva a um balanço negativo de cálcio e perda óssea.
A queda dos níveis de estrogênio na menopausa afeta a sensibilidade dos receptores de vitamina D no intestino, diminuindo a eficácia da absorção intestinal de cálcio, contribuindo para a deficiência.
Não. Embora a terapia hormonal ajude a preservar a massa óssea e a melhorar a absorção de cálcio, ela não anula a necessidade de uma ingesta adequada de cálcio e vitamina D, que continuam sendo pilares para a saúde óssea na pós-menopausa.
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