UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Menino, 4ª queixa de prurido perianal, exacerbado a noite com sono intranquilo e irritabilidade. O irmão mais velho já teve sintomas semelhantes há mais ou menos um mês. Exame físico: sem alterações. O AGENTE ETIOLÓGICO É:
Prurido perianal noturno em crianças, com história familiar, sugere fortemente Enterobius vermicularis (Oxiuríase).
O prurido perianal noturno é o sintoma cardinal da oxiuríase, causada pelo Enterobius vermicularis. A coceira é mais intensa à noite porque as fêmeas migram para a região perianal para depositar ovos, causando irritação. A transmissão é fecal-oral e a ocorrência em irmãos é comum devido à alta contagiosidade.
A oxiuríase, causada pelo nematódeo Enterobius vermicularis, é a parasitose intestinal mais comum em crianças, especialmente em idade escolar. Sua prevalência é alta em ambientes de aglomeração, como creches e escolas, e a transmissão intrafamiliar é muito frequente, explicando a história de sintomas semelhantes em irmãos. O quadro clínico é dominado pelo prurido perianal, que é exacerbado à noite. Isso ocorre porque as fêmeas grávidas migram do intestino grosso para a região perianal durante o sono para depositar seus ovos, causando uma intensa reação inflamatória e irritação. Outros sintomas podem incluir sono intranquilo, irritabilidade, enurese noturna e, em casos mais graves, infecções bacterianas secundárias devido à coçadura. O diagnóstico é feito pelo método da fita adesiva (teste de Graham), que detecta os ovos na região perianal. O tratamento envolve medicamentos anti-helmínticos como mebendazol ou albendazol, administrados em duas doses com intervalo de duas semanas, e medidas de higiene rigorosas para toda a família, a fim de evitar a reinfecção e a disseminação.
O sintoma mais característico é o prurido perianal intenso, especialmente à noite, que pode levar a sono intranquilo, irritabilidade e escoriações na região devido à coceira.
O diagnóstico é feito principalmente pelo método da fita adesiva (Graham), que consiste em coletar ovos da região perianal pela manhã, antes da higiene, para posterior visualização microscópica.
A transmissão é fecal-oral, através da ingestão de ovos. É comum em famílias e ambientes coletivos devido à facilidade de contaminação das mãos, roupas de cama e objetos, e à alta viabilidade dos ovos no ambiente.
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