Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Menino, 12 anos de idade, queixa-se de dor em fossa ilíaca esquerda há 5 dias. Há 1 dia, teve 2 picos febris e caminha com apoio. Há 7 dias, sofreu queda ao andar de skate em uma escada. Ao exame, o abdome é difusamente doloroso à palpação, com maior intensidade em fossa ilíaca esquerda, com irradiação para parte medial e superior da coxa. Tem dor ao deitar com as pernas estendidas; prefere deixá-las em posição de flexão. Sem outras alterações. Tem hemograma com Hb 12 g/dL, 15600 leucócitos/mm³, sendo 78% neutrófilos, plaquetas 180000/mm³ e VHS 80 na primeira hora. Em face do exposto a ultrassonografia solicitade deve ter a seguinte hipótese diagnóstica:
Dor em fossa ilíaca + febre + dor à extensão do quadril (sinal do psoas) + leucocitose/VHS ↑ → Psoíte/Abscesso do Psoas.
A psoíte ou abscesso do psoas deve ser suspeitada em pacientes com dor abdominal ou lombar, febre, e dor exacerbada pela extensão do quadril (sinal do psoas). Um histórico de trauma ou infecção prévia é relevante. A ultrassonografia ou TC são essenciais para o diagnóstico por imagem.
A psoíte, ou inflamação do músculo psoas, pode ser um desafio diagnóstico, especialmente em crianças, devido à inespecificidade dos sintomas. O músculo psoas maior é um flexor primário do quadril e está localizado profundamente no abdome, adjacente à coluna vertebral e aos órgãos abdominais. A inflamação ou formação de abscesso nesse músculo pode ser primária (sem causa aparente) ou secundária a infecções adjacentes (como apendicite, diverticulite, osteomielite vertebral) ou trauma. O quadro clínico típico inclui dor abdominal ou lombar, que pode irradiar para a coxa ou joelho, febre, claudicação e uma postura antálgica com flexão do quadril. O sinal do psoas, caracterizado por dor à extensão passiva do quadril ou flexão ativa contra resistência, é um achado semiológico importante. Exames laboratoriais frequentemente revelam leucocitose com neutrofilia e elevação de marcadores inflamatórios como o VHS e a PCR. A ultrassonografia é um exame inicial útil para avaliar o músculo psoas, mas a tomografia computadorizada (TC) com contraste é o método de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de psoíte ou abscesso do psoas, determinar sua extensão e guiar o tratamento. O manejo pode variar desde antibioticoterapia em casos de psoíte sem abscesso, até drenagem percutânea ou cirúrgica para abscessos maiores. O histórico de trauma, como uma queda, é um fator de risco relevante para o desenvolvimento de hematomas que podem evoluir para infecção.
Os sintomas incluem dor abdominal ou lombar, frequentemente unilateral, que pode irradiar para a coxa ou joelho. Febre, claudicação e dor ao caminhar são comuns. O sinal do psoas, dor à extensão passiva do quadril ou flexão ativa contra resistência, é um achado clássico.
A ultrassonografia é um método de imagem inicial útil e não invasivo para suspeita de psoíte, podendo identificar aumento do músculo psoas, coleções líquidas ou abscesso. No entanto, a tomografia computadorizada (TC) com contraste é considerada o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão e planejar o tratamento.
Em crianças, a psoíte pode ser primária (sem foco infeccioso aparente) ou secundária a infecções adjacentes (como osteomielite vertebral, apendicite, doença de Crohn) ou trauma. Um histórico de queda, como no caso descrito, pode levar a um hematoma no psoas que pode infeccionar ou causar inflamação local.
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