FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Menino de 3 anos é levado ao pronto socorro após picada de abelha. Pacienteapresenta: edema em face e pescoço, respiração ruidosa, torpor, taquicardia, náusea,placas urticariformes pelo corpo e prurido. A conduta deve ser:
Anafilaxia (Comprometimento respiratório/circulatório) → Adrenalina IM imediata (Vasto Lateral).
A anafilaxia é um diagnóstico clínico de emergência. A adrenalina é a droga de primeira escolha e deve ser administrada via IM, nunca retardada por corticoides ou anti-histamínicos.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido, que envolve múltiplos sistemas (pele, respiratório, cardiovascular e gastrointestinal). O reconhecimento precoce de sinais como estridor, sibilância, hipotensão ou torpor após exposição a um alérgeno conhecido é vital. O atraso na administração de adrenalina é o principal fator de risco para óbito. Após a estabilização inicial, o paciente deve permanecer em observação por pelo menos 4 a 6 horas devido ao risco de reação bifásica, e deve-se orientar o uso de dispositivos autoinjetores para pacientes com risco de recorrência.
A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (máximo de 0,3 mg em crianças e 0,5 mg em adultos) da solução 1:1000 (1mg/ml), administrada via intramuscular.
Esta via proporciona picos plasmáticos mais rápidos e sustentados de epinefrina em comparação com a via subcutânea ou a região do deltoide, sendo mais segura e eficaz no choque.
Não. Corticoides e anti-histamínicos são medicações adjuvantes que podem ajudar a prevenir reações bifásicas tardias, mas não revertem a obstrução de via aérea ou o colapso circulatório.
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