HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022
Menino, 12 anos de idade, procura pronto-socorro relatando que estava em festa de aniversário e começou a apresentar “falta de ar”, manchas no corpo e os lábios ficaram edemaciados. Ao exame clínico, apresentava pressão arterial 120 x 90 mmHg, frequência cardíaca de 95 batimentos por minuto, frequência respiratória de 30 incursões por minuto, saturação de oxigênio 98% em ar ambiente. Inspeção global com eritema maculopapular difuso e edema labial. Exame pulmonar com sibilância difusa e tiragens intercostais leves. Sem outras alterações. Diante da principal hipótese diagnóstica, qual é o tratamento de primeira linha a ser adotado inicialmente?
Anafilaxia → adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha, sem atraso.
A anafilaxia é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal, caracterizada por rápida progressão de sintomas cutâneos, respiratórios e/ou cardiovasculares. A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha e deve ser administrada imediatamente ao menor sinal de anafilaxia.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal. É desencadeada pela exposição a um alérgeno, resultando na liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos. Os sintomas podem incluir manifestações cutâneas (urticária, angioedema), respiratórias (sibilância, dispneia, broncoespasmo), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia) e gastrointestinais. O diagnóstico é clínico, baseado na rápida progressão dos sintomas após a exposição a um gatilho conhecido ou provável. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com início súbito de sintomas cutâneos/mucosos e envolvimento respiratório ou cardiovascular, ou com hipotensão isolada após exposição. O tratamento de primeira linha e mais importante para anafilaxia é a administração imediata de adrenalina por via intramuscular na face anterolateral da coxa. A adrenalina atua como agonista alfa e beta-adrenérgico, promovendo vasoconstrição, broncodilatação e redução da liberação de mediadores. Outras medidas, como anti-histamínicos, corticosteroides e broncodilatadores, são adjuvantes e não devem atrasar a administração da adrenalina.
Os sinais incluem erupções cutâneas (urticária, angioedema), dificuldade respiratória (sibilância, dispneia), hipotensão, tontura, náuseas, vômitos e dor abdominal, com rápida progressão.
A adrenalina age rapidamente como vasoconstritor, broncodilatador e estabilizador de mastócitos, revertendo os sintomas da anafilaxia e prevenindo a progressão para choque.
A dose recomendada é de 0,01 mg/kg de adrenalina 1:1000 (máximo 0,5 mg) por via intramuscular na face anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
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