Asma Grave Pediátrica: Fatores de Risco para Mortalidade

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015

Enunciado

Menino de 5 anos de idade dá entrada no pronto-socorro com frequência respiratória de 62 irpm, frequência cardíaca de 128 bpm, agitado, com cianose de extremidades, tiragem intercostal e supraesternal, sibilos audíveis sem estetoscópio e saturação de oxigênio de 82% na oximetria de pulso (em ar ambiente). Nos últimos 12 meses teve uma internação por asma, com necessidade de ventilação invasiva, e três visitas a serviços de emergência por crises de asma recorrentes. Faz uso de corticoide em aerossol diário. Mora em área de invasão, não frequenta escola e a renda familiar mensal é de meio salário mínimo. Considerando os dados apresentados, quantos são os fatores de risco para que esse paciente seja considerado um caso de asma grave, com risco de morte?

Alternativas

  1. A) Um fator.
  2. B) Dois fatores. 
  3. C) Três fatores. 
  4. D) Quatro fatores.
  5. E) Cinco fatores.

Pérola Clínica

Fatores de risco para asma grave/fatal: internação prévia UTI/VM, >2 internações/ano, uso irregular de corticoide, fatores psicossociais.

Resumo-Chave

A identificação de fatores de risco para asma grave e fatal é crucial para o manejo. Neste caso, a internação prévia com ventilação invasiva, múltiplas visitas à emergência e fatores socioeconômicos desfavoráveis contribuem para um risco elevado.

Contexto Educacional

A asma é uma doença crônica comum na infância, e a identificação de pacientes com risco de desenvolver crises graves ou fatais é um pilar fundamental no manejo pediátrico. Residentes devem estar aptos a reconhecer esses sinais de alerta para estratificar o risco e otimizar o plano de tratamento e acompanhamento. A asma grave com risco de morte não se refere apenas à gravidade da crise atual, mas a um conjunto de fatores históricos e contextuais. Os fatores de risco para asma grave com risco de morte são múltiplos e podem ser divididos em clínicos e socioambientais. Dentre os clínicos, destacam-se: história de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) ou necessidade de ventilação mecânica por asma, múltiplas internações ou visitas a serviços de emergência no último ano, uso excessivo de beta-2 agonistas de curta ação, não adesão ao tratamento com corticoides inalatórios e comorbidades como alergias alimentares. No caso apresentado, o paciente tem 5 anos e apresenta: 1) uma internação prévia por asma com necessidade de ventilação invasiva (fator de risco grave); 2) três visitas a serviços de emergência por crises de asma recorrentes nos últimos 12 meses (indicativo de controle inadequado e risco); 3) fatores socioeconômicos desfavoráveis (mora em área de invasão, renda familiar de meio salário mínimo), que impactam diretamente a adesão ao tratamento e o acesso à saúde. O uso diário de corticoide em aerossol indica que a asma é persistente, mas não é um fator de risco para morte per se, e sim uma parte do tratamento. Portanto, são três fatores de risco principais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para asma com risco de morte em crianças?

Os principais fatores incluem história de internação em UTI ou ventilação mecânica por asma, múltiplas internações ou visitas à emergência no último ano, uso inadequado ou não adesão à medicação (especialmente corticoides inalatórios), fatores psicossociais e socioeconômicos desfavoráveis, e comorbidades como alergias alimentares.

Como a ventilação invasiva prévia por asma impacta o prognóstico?

A necessidade de ventilação invasiva em uma crise asmática prévia é um dos mais fortes preditores de risco de morte por asma, indicando uma doença grave e potencialmente refratária ao tratamento convencional, além de um risco aumentado de futuras crises graves.

Qual a importância dos fatores socioeconômicos no controle da asma?

Fatores socioeconômicos desfavoráveis, como baixa renda e acesso limitado a serviços de saúde, podem levar à menor adesão ao tratamento, exposição a gatilhos ambientais (poluição, ácaros) e dificuldade no acompanhamento médico regular, contribuindo para um pior controle da asma e maior risco de exacerbações graves.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo