CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Menino de 4 anos apresentou febre por quatro dias, associada a mal-estar geral e coriza hialina. No segundo dia de febre surgiram vesículas pruriginosas, inicialmente em couro cabeludo e, nos próximos dias, espalharam para todo o corpo, surgiram em grande quantidade e evoluíram para pústulas e depois feridas e crostas. A partir do quarto dia houve redução no aparecimento de novas lesões. No 7º dia de doença, voltou a apresentar febre e suas lesões apresentam-se polimórficas, com intenso halo eritematoso. Algumas das feridas estão aumentando de tamanho e apresentando tumefação das bordas. Sobre este caso, assinale a alternativa INCORRETA:
Varicela com lesões polimórficas + febre tardia = infecção bacteriana secundária de pele.
O caso descreve um quadro clássico de varicela que evoluiu com infecção bacteriana secundária de pele, caracterizada pelo retorno da febre, lesões polimórficas com halo eritematoso e tumefação das bordas. A alternativa A está incorreta porque a vacina para varicela é de vírus vivo atenuado e é contraindicada para imunossuprimidos; a profilaxia pós-exposição para imunossuprimidos é com imunoglobulina específica (VZIG).
A varicela, ou catapora, é uma doença infecciosa comum na infância, causada pelo vírus Varicela-Zóster. Embora geralmente benigna, pode apresentar complicações, sendo a infecção bacteriana secundária da pele a mais frequente, especialmente em crianças. O caso clínico descreve uma evolução típica para essa complicação. A infecção bacteriana secundária é suspeitada quando há um retorno da febre, piora das lesões cutâneas com sinais inflamatórios (eritema, tumefação, dor, pus) e polimorfismo das lesões (vesículas, pústulas, crostas e lesões novas). Os principais agentes etiológicos são Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, e o tratamento empírico com antibióticos que cubram esses patógenos, como cefalosporinas de primeira geração, é apropriado. É crucial diferenciar a profilaxia pós-exposição para imunocompetentes (vacina em até 72 horas) daquela para imunossuprimidos. Em imunossuprimidos, a vacina de vírus vivo atenuado é contraindicada devido ao risco de doença disseminada. Nesses casos, a imunoglobulina varicela-zóster (VZIG) deve ser administrada para conferir imunidade passiva e reduzir a gravidade da doença. A imunidade após a varicela é permanente, mas o vírus permanece latente e pode reativar como herpes-zóster.
Sinais de infecção bacteriana secundária incluem retorno da febre após a fase inicial, piora das lesões cutâneas com sinais inflamatórios (eritema, tumefação, dor, pus) e polimorfismo das lesões (vesículas, pústulas, crostas e lesões novas).
Para pacientes imunossuprimidos expostos à varicela, a profilaxia pós-exposição é feita com a imunoglobulina varicela-zóster (VZIG), e não com a vacina de vírus vivo atenuado, que é contraindicada.
Os agentes mais comuns são Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. O tratamento geralmente envolve antibióticos sistêmicos, como cefalosporinas de primeira geração, que cobrem esses patógenos.
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