PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
A ultrassonografia de rotina do pré-natal de uma primípara de 24 anos revela feto masculino portador de meningomielocele. Para o aconselhamento da família quanto à etiologia deste defeito e risco de novas gestações serem afetadas de forma semelhante, deve-se esclarecer que:
Antecedente de DTN → Risco de recorrência aumenta 10 a 20 vezes.
Defeitos do tubo neural possuem herança multifatorial; um filho afetado eleva significativamente o risco para gestações futuras.
A meningomielocele é a forma mais comum e grave de defeito do tubo neural (DTN), resultante da falha no fechamento do neuroporo posterior por volta da 4ª semana de gestação. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo interação entre predisposição genética e fatores ambientais (como deficiência de folato, diabetes materno e uso de anticonvulsivantes). O aconselhamento genético é vital para informar sobre o risco aumentado de recorrência e instituir a profilaxia secundária com altas doses de ácido fólico.
Após o nascimento de uma criança com defeito do tubo neural (DTN), o risco de recorrência em gestações futuras aumenta significativamente, sendo cerca de 10 a 20 vezes maior do que o risco da população geral (subindo de ~0,1% para ~2-3%).
Para mulheres com antecedente de filho com DTN, a recomendação é a suplementação de doses mais altas de ácido fólico (4 mg/dia), iniciando pelo menos 1 a 3 meses antes da concepção e mantendo até o final do primeiro trimestre. Isso difere da dose padrão para baixo risco (0,4 mg/dia).
O diagnóstico pode ser suspeitado pela elevação (e não redução) da alfa-fetoproteína no soro materno ou líquido amniótico e confirmado pela ultrassonografia morfológica, que identifica sinais cranianos (sinal do limão e da banana) e a abertura da coluna vertebral.
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