Meningoencefalocele Orbitária: Diagnóstico e Sinais Clínicos

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Criança com proptose pulsátil, sem sopro, que pode estar associada à microftalmia ou colobomas. O diagnóstico mais provável é

Alternativas

  1. A) Fratura orbitária
  2. B) Hemangioma capilar
  3. C) Linfangioma
  4. D) Meningoencefalocele

Pérola Clínica

Proptose pulsátil sem sopro + microftalmia/coloboma → Meningoencefalocele orbitária.

Resumo-Chave

A proptose pulsátil sem sopro sugere a transmissão de pulsações do LCR através de um defeito ósseo no teto da órbita, característico de meningoencefaloceles congênitas.

Contexto Educacional

A meningoencefalocele orbitária é uma condição rara onde há herniação de tecido cerebral e meninges para dentro da cavidade orbitária através de um defeito ósseo. Na pediatria, o reconhecimento da proptose pulsátil é um sinal semiológico crucial. A ausência de sopro é o divisor de águas para descartar etiologias vasculares de alto fluxo. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como Tomografia Computadorizada de alta resolução e Ressonância Magnética, que demonstram a descontinuidade óssea e a natureza do tecido herniado. O manejo é multidisciplinar, envolvendo neurocirurgia e oftalmologia, focado na correção do defeito ósseo e proteção da função visual.

Perguntas Frequentes

O que causa a proptose pulsátil na meningoencefalocele?

A proptose pulsátil ocorre devido a uma falha no desenvolvimento ósseo do teto da órbita ou da asa do esfenoide. Esse defeito permite que as pulsações do líquido cefalorraquidiano (LCR) e do cérebro sejam transmitidas diretamente para o conteúdo orbitário. Diferente das causas vasculares, como fístulas, não há fluxo turbulento de sangue, o que explica a ausência de sopro à ausculta.

Quais malformações oculares estão associadas?

A meningoencefalocele orbitária frequentemente coexiste com outras anomalias do desenvolvimento ocular, como microftalmia (olho anormalmente pequeno) e colobomas (falhas no fechamento da fissura embrionária que podem afetar íris, retina ou nervo óptico). Essas associações reforçam a etiologia congênita do quadro.

Como diferenciar de uma fístula carótido-cavernosa?

A principal diferenciação clínica é a ausculta: a fístula carótido-cavernosa apresenta sopro e frêmito, além de frequentemente estar associada a trauma ou início súbito com congestão venosa importante. A meningoencefalocele é tipicamente congênita, silenciosa (sem sopro) e pode apresentar as malformações oculares citadas.

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