Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Assinale a alternativa correta sobre a Meningoencefalite Herpética.
Diagnóstico de certeza da meningoencefalite herpética = PCR para HSV no líquor.
A meningoencefalite herpética é uma emergência neurológica grave, e o diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento antiviral. O método mais sensível e específico para o diagnóstico de certeza é a detecção do DNA do vírus Herpes Simplex (HSV) no líquor por PCR, que permite diferenciar de outras causas de encefalite e guiar a terapia.
A meningoencefalite herpética, causada principalmente pelo vírus Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1), é a forma mais comum de encefalite esporádica e uma emergência médica devido à sua alta morbimortalidade. Caracteriza-se por inflamação do parênquima cerebral, frequentemente com predileção pelos lobos temporais, e pode levar a sequelas neurológicas graves ou óbito se não tratada precocemente. O diagnóstico de certeza é fundamental e envolve a detecção do DNA do HSV no líquor (líquido cefalorraquidiano) por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR). Este método é altamente sensível e específico, superando outras abordagens como cultura viral ou sorologia. As manifestações clínicas são variadas, incluindo febre, cefaleia, alteração do nível de consciência, convulsões e déficits neurológicos focais, o que torna o diagnóstico diferencial amplo. O tratamento empírico com aciclovir intravenoso deve ser iniciado imediatamente na suspeita clínica, sem aguardar a confirmação laboratorial, devido à gravidade da doença. O prognóstico é melhor quando o tratamento é iniciado precocemente, mas mesmo com terapia adequada, muitos pacientes podem desenvolver sequelas neurológicas. A recuperação completa, especialmente em crianças, não é a regra, e o acompanhamento a longo prazo é essencial.
O método padrão-ouro para o diagnóstico de certeza da meningoencefalite herpética é a reação em cadeia da polimerase (PCR) para detecção do DNA do vírus Herpes Simplex (HSV) em amostras de líquor. Este teste possui alta sensibilidade e especificidade.
As manifestações clínicas incluem febre, cefaleia, alteração do nível de consciência, convulsões, déficits neurológicos focais (como afasia ou hemiparesia) e alterações comportamentais. A febre alta é comum, mas não é a única manifestação principal.
O tratamento de escolha é o aciclovir intravenoso em altas doses, que deve ser iniciado empiricamente na suspeita clínica e mantido por 14 a 21 dias. O tratamento precoce é fundamental para melhorar o prognóstico e reduzir a morbimortalidade.
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