PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021
Menino, 2 anos de idade, previamente hígido, sem qualquer antecedente epidemiológico, é trazido ao pronto atendimento com febre, vômitos e cefaleia há 12 horas e aparecimento de manchas no corpo há três horas. Exame físico: regular estado geral, com períodos de agitação, hipotenso para idade, perfusão lentificada, petéquias subconjuntivais e equimoses em membros inferiores. Ausência de sinais meníngeos. Qual é o diagnóstico mais provável?
Febre, choque e rash purpúrico em criança → Meningococcemia até prova em contrário, mesmo sem sinais meníngeos.
A meningococcemia é uma emergência médica caracterizada por rápida progressão de febre, choque e um rash purpúrico (petéquias e equimoses), mesmo na ausência de sinais meníngeos. A hipotensão e perfusão lentificada indicam choque séptico, uma complicação grave que exige reconhecimento e tratamento antibiótico imediato.
A meningococcemia é uma infecção bacteriana grave e rapidamente progressiva causada pela Neisseria meningitidis, que pode levar a choque séptico, coagulopatia intravascular disseminada (CIVD) e óbito em poucas horas. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos, especialmente em crianças. O quadro clínico típico inclui febre alta, mal-estar, vômitos e cefaleia, progredindo rapidamente para sinais de choque (hipotensão, perfusão lentificada) e o característico rash purpúrico (petéquias e equimoses), que pode ser subconjuntival ou em outras áreas do corpo. A ausência de sinais meníngeos clássicos, como rigidez de nuca, não exclui o diagnóstico, principalmente em lactentes e crianças pequenas, onde a apresentação pode ser atípica. O diagnóstico é clínico e a suspeita deve levar à administração imediata de antibióticos de amplo espectro (como ceftriaxona), mesmo antes da confirmação laboratorial. O suporte hemodinâmico para o choque séptico é igualmente crucial. A rápida intervenção é fundamental para melhorar o prognóstico e reduzir a alta letalidade associada à doença.
Os sinais de alerta da meningococcemia incluem febre alta, irritabilidade ou agitação, vômitos, cefaleia, hipotensão, perfusão lentificada (sinais de choque) e, crucialmente, o aparecimento rápido de um rash purpúrico (petéquias e equimoses).
Não, a ausência de sinais meníngeos (como rigidez de nuca) não exclui o diagnóstico de meningococcemia, especialmente em crianças pequenas ou nas fases iniciais da doença, onde o choque séptico e o rash purpúrico podem ser as manifestações predominantes.
Em caso de suspeita de meningococcemia, a conduta inicial é uma emergência médica que exige administração imediata de antibióticos de amplo espectro (como ceftriaxona) e suporte hemodinâmico agressivo para o choque séptico, incluindo fluidos e, se necessário, vasopressores.
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