Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2017
Paciente de 8 anos de idade, sexo feminino, é internada com história de febre, vômitos há um dia e desenvolvimento de petéquias e sufusões hemorrágicas. Exames laboratoriais: Líquor com 6 células; proteína e glicose sem alterações; bacterioscopia negativa e cultura em andamento. Evoluiu para óbito no mesmo dia com choque cardiovascular e o caso foi notificado de imediato para sáude pública como doença meningocócica. Pelo quadro descrito na notificação, a classificação provisória do caso quanto à etiologia para o Sistema de Vigilância Epidemiológica, enquanto se aguarda o resultado da cultura é:
Meningococcemia = febre + petéquias/sufusões hemorrágicas + choque, mesmo sem meningite franca.
A meningococcemia é uma forma grave da doença meningocócica, caracterizada por sepse fulminante com manifestações cutâneas hemorrágicas, como petéquias e sufusões. Pode ocorrer com ou sem meningite associada, e o choque cardiovascular é uma complicação comum e fatal, exigindo notificação imediata.
A doença meningocócica é uma infecção grave causada pela bactéria Neisseria meningitidis, com alta morbimortalidade. A meningococcemia representa a forma mais grave, caracterizada por sepse fulminante, sendo uma emergência médica. Sua rápida progressão e potencial fatalidade a tornam um tema crítico para residentes. O diagnóstico da meningococcemia é clínico, baseado na tríade de febre, prostração e lesões cutâneas hemorrágicas (petéquias, púrpuras, sufusões), que refletem coagulação intravascular disseminada. O líquor pode ser normal ou apresentar alterações mínimas, o que não exclui o diagnóstico. A suspeita deve ser alta em quadros de choque de rápida progressão. O tratamento é uma emergência e envolve antibioticoterapia empírica imediata (ceftriaxona ou penicilina G), suporte hemodinâmico agressivo para o choque, e medidas de controle da coagulopatia. A notificação compulsória é fundamental para a saúde pública, permitindo a quimioprofilaxia dos contatos e a investigação epidemiológica.
A meningococcemia é caracterizada por febre alta, prostração, e rapidamente progressivas lesões cutâneas hemorrágicas como petéquias e sufusões, podendo evoluir para choque e falência de múltiplos órgãos.
A notificação imediata é crucial para a vigilância epidemiológica, permitindo a identificação de surtos, a implementação de medidas de controle, como quimioprofilaxia de contatos, e a prevenção da disseminação da doença.
Não, a meningococcemia é a forma sistêmica da doença meningocócica e pode ocorrer sem sinais clínicos ou laboratoriais de meningite (inflamação das meninges), embora frequentemente estejam associadas.
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