CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
A meningocele orbitária:
Meningocele orbitária = massa pulsátil no quadrante nasal superior que ↑ com Valsalva.
A meningocele orbitária é uma herniação das meninges por um defeito ósseo, tipicamente localizada na região superonasal, apresentando pulsação transmitida do LCR.
As coristomas e malformações congênitas da órbita representam um desafio diagnóstico importante na oftalmopediatria. A meningocele orbitária deve ser considerada em qualquer recém-nascido ou criança com massa orbitária medial superior, especialmente se houver pulsação ou alargamento da base do nariz. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem (TC e RM) que demonstram a descontinuidade óssea e a natureza do conteúdo herniado. O manejo é cirúrgico e multidisciplinar, envolvendo a neurocirurgia para o fechamento do defeito dural e ósseo, visando prevenir meningites de repetição e corrigir a deformidade estética.
A localização mais frequente é no quadrante nasal superior (superonasal) da órbita. Isso ocorre devido a defeitos congênitos nas suturas ósseas entre o osso frontal, etmoide e lacrimal, permitindo a comunicação com o espaço intracraniano.
A meningocele contém apenas as meninges e o líquido cefalorraquidiano (LCR) herniados através do defeito ósseo. A encefalocele, por outro lado, inclui também tecido cerebral herniado. Ambas podem se manifestar como massas orbitárias pulsáteis.
O aumento da pressão intratorácica e abdominal durante a manobra de Valsalva eleva a pressão venosa intracraniana e a pressão do LCR. Como existe uma comunicação direta através do defeito ósseo, essa pressão é transmitida para o conteúdo herniado na órbita, causando expansão da massa.
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