Meningite Viral: Diagnóstico e Análise do LCR

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 28 anos, previamente sau- dável, apresenta história de febre alta, cefaleia intensa, náuseas e rigidez de nuca. Ao exame físico, revela dificuldade em flexionar o pescoço devido à dor e à resistência muscular, e ao flexionar a cabeça do paciente, os membros inferiores se flexionam involuntariamente. Ao tentar estender a perna do paciente com o joelho flexionado a 90 graus, há dor e resistência à extensão. A punção lombar mostra líquido cefalorraquidiano turvo com pleocitose linfocitária e aumento de proteínas. Qual é a causa mais provável?

Alternativas

  1. A) Meningite bacteriana.
  2. B) Meningite viral.
  3. C) Meningite tuberculosa.
  4. D) Meningite fúngica.
  5. E) Meningite por parasitas.

Pérola Clínica

Meningite + LCR turvo + pleocitose linfocitária + glicose normal → meningite viral.

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre, cefaleia, rigidez de nuca e sinais meníngeos é compatível com meningite. A análise do LCR com pleocitose linfocitária, proteínas elevadas e glicose normal é característica de meningite viral, diferenciando-a da bacteriana (neutrofílica, glicose baixa) e da tuberculosa/fúngica (glicose muito baixa, proteínas muito elevadas, curso arrastado).

Contexto Educacional

O tratamento da meningite viral é primariamente de suporte, com analgesia, antipiréticos e hidratação. Antivirais específicos podem ser considerados em casos de etiologia herpética. É fundamental descartar a meningite bacteriana, que requer tratamento antibiótico imediato e empírico, pois o atraso pode levar a sequelas neurológicas graves ou morte. A diferenciação rápida e precisa é um desafio clínico importante.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos no LCR de um paciente com meningite viral?

Na meningite viral, o LCR tipicamente apresenta pleocitose linfocitária (predomínio de linfócitos), proteínas levemente elevadas (geralmente < 100 mg/dL) e glicose normal. O LCR pode ser claro ou levemente turvo, dependendo da contagem celular.

Como diferenciar meningite viral de bacteriana pela análise do LCR?

A meningite bacteriana geralmente apresenta pleocitose neutrofílica (predomínio de neutrófilos), proteínas muito elevadas (> 100 mg/dL) e glicose baixa (< 40 mg/dL ou < 40% da glicemia). O LCR é frequentemente turvo ou purulento. Na viral, a pleocitose é linfocitária e a glicose é normal.

Quais são os agentes etiológicos mais comuns da meningite viral?

Os agentes etiológicos mais comuns da meningite viral incluem enterovírus (o mais frequente), vírus do herpes simples (HSV), vírus da caxumba, arbovírus (como o vírus do Nilo Ocidental) e HIV. A maioria dos casos é autolimitada e tem bom prognóstico.

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