Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Apesar das dificuldades em se identificar os agentes etiológicos das meningites virais, a literatura mostra que os mais encontrados são:
Enterovírus = causa mais comum de meningite viral.
Os enterovírus são os agentes etiológicos mais frequentemente identificados em casos de meningite viral, também conhecida como meningite asséptica. Eles são responsáveis pela maioria dos casos, especialmente em crianças e adolescentes, e sua identificação é importante para o manejo clínico.
A meningite viral, também conhecida como meningite asséptica, é uma inflamação das meninges causada por vírus. Embora geralmente menos grave que a meningite bacteriana, pode causar morbidade significativa e requer um diagnóstico diferencial preciso. A epidemiologia mostra que a maioria dos casos ocorre em crianças e adultos jovens, com picos sazonais. A fisiopatologia envolve a invasão viral do sistema nervoso central (SNC) através da corrente sanguínea ou por disseminação neural. Os enterovírus, um gênero de vírus RNA, são os agentes etiológicos mais frequentemente identificados, sendo responsáveis por mais de 85% dos casos em muitas séries. Outros vírus que podem causar meningite incluem arbovírus, vírus do herpes simples (HSV), vírus da caxumba, HIV e adenovírus, mas com menor frequência na população geral. O diagnóstico da meningite viral é baseado na análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), que tipicamente revela pleocitose com predomínio de linfócitos, glicose normal e proteínas normais ou discretamente elevadas. O tratamento é principalmente de suporte, com repouso, hidratação e analgésicos. A identificação do enterovírus por PCR no LCR é crucial para confirmar o diagnóstico e evitar o uso desnecessário de antibióticos, permitindo uma alta hospitalar mais precoce e tranquilizando o paciente e a família.
Os sintomas típicos incluem febre, cefaleia intensa, rigidez de nuca, fotofobia, náuseas e vômitos. Geralmente, o quadro é mais brando que a meningite bacteriana, mas pode ser incapacitante.
O diagnóstico é feito pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), que mostra pleocitose linfocítica, glicose normal e proteínas normais ou levemente elevadas. A identificação do agente etiológico é frequentemente por PCR no LCR, especialmente para enterovírus.
A meningite viral é geralmente mais benigna e autolimitada, com tratamento de suporte. A meningite bacteriana é uma emergência médica, mais grave, com alto risco de sequelas e mortalidade, exigindo tratamento antibiótico empírico imediato.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo