Meningite Viral Aguda: Diagnóstico e Manejo Ambulatorial

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 28 anos, previamente saudável e sem comorbidades, apresenta febre súbita (39°C), cefaleia intensa e difusa, fotofobia e náuseas há três dias. Relata que os sintomas começaram após uma viagem de trabalho com exposição a mudanças climáticas e locais fechados com ar-condicionado. Nega infecções respiratórias, sintomas urinários ou contato com doentes. Nega histórico de enxaqueca, trauma craniano ou doenças neurológicas na família. No exame físico, o paciente está alerta e orientado, com sinais vitais normais, exceto por leve taquicardia (FC 102 bpm). Apresenta rigidez de nuca, mas sem sinais neurológicos focais, alteração de consciência, rash ou manifestações cutâneas. Reflexos e demais exames neurológicos estão normais. Não apresenta histórico de imunossupressão ou uso de drogas ilícitas. Exames complementares: Hemograma: leucócitos de 8.000/mm³, com predomínio de linfócitos (linfocitose). Punção lombar (Líquor): aspecto límpido, proteínas de 45 mg/dL (referência: <45 mg/dL), glicose de 65 mg/dL (normoglicorraquia), predomínio de linfócitos (350 células/mm³), ausência de organismos ao Gram. Ressonância magnética de crânio (RM): sem alterações significativas ou sinais de lesões estruturais.Dado o quadro clínico e os exames complementares, qual é o manejo mais apropriado para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Iniciar corticoterapia para controle de inflamação meníngea.
  2. B) Prescrever aciclovir empírico até que os resultados do PCR para herpes estejam disponíveis.
  3. C) Administrar antibióticos de amplo espectro para evitar complicações.
  4. D) Iniciar tratamento sintomático e observar em regime ambulatorial.
  5. E) Internar o paciente para observação e repetir o exame de líquor em 48 horas.

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