Meningite Viral: Achados do Líquor Cefalorraquidiano

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a alternativa que apresenta as alterações comumente apresentadas no exame quimiocitológico do líquor cefalorraquidiano nos pacientes com meningite viral:

Alternativas

  1. A) Proteinorraquia extremamente baixa.
  2. B) Proteinorraquia normal ou discretamente elevada.
  3. C) Glicorraquia sempre baixa.
  4. D) Glicorraquia é sempre elevada em 3x o valor sérico.

Pérola Clínica

Meningite viral → LCR com proteinorraquia normal/discretamente ↑ e glicorraquia normal.

Resumo-Chave

Na meningite viral, o líquor tipicamente apresenta pleocitose linfocitária, proteinorraquia normal ou levemente elevada e glicorraquia normal. Isso a diferencia da meningite bacteriana, que cursa com glicorraquia baixa e proteinorraquia muito elevada.

Contexto Educacional

A meningite viral é uma inflamação das meninges causada por vírus, sendo a forma mais comum de meningite asséptica. Geralmente tem um curso benigno e autolimitado, mas o diagnóstico diferencial com a meningite bacteriana é crucial devido às implicações terapêuticas. Os enterovírus são os agentes etiológicos mais frequentes, especialmente em crianças. O diagnóstico é baseado na análise do líquor cefalorraquidiano (LCR). Os achados típicos incluem pleocitose com predomínio de linfócitos (embora no início possa haver neutrofilia), proteinorraquia normal ou discretamente elevada (geralmente < 100 mg/dL) e glicorraquia normal (LCR/glicemia > 0,6). A ausência de bactérias na coloração de Gram e culturas é fundamental. O tratamento da meningite viral é geralmente de suporte, com manejo da dor e febre. A importância de reconhecer o padrão do LCR reside em evitar tratamentos antibióticos desnecessários, que são indicados apenas para meningite bacteriana. O prognóstico é excelente na maioria dos casos, sem sequelas neurológicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados do líquor na meningite viral?

Na meningite viral, o líquor geralmente apresenta pleocitose linfocitária, proteinorraquia normal ou discretamente elevada e glicorraquia normal.

Como diferenciar a meningite viral da bacteriana pelo líquor?

A meningite viral tem glicorraquia normal e proteinorraquia levemente elevada, enquanto a bacteriana cursa com glicorraquia baixa e proteinorraquia muito elevada, além de pleocitose neutrofílica.

A glicorraquia pode estar baixa na meningite viral?

Raramente, em casos atípicos ou em infecções por vírus específicos, a glicorraquia pode estar levemente reduzida, mas o padrão clássico é normal.

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