UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
A meningite tuberculosa é considerada a forma mais grave de tuberculose, sendo fatal se não descoberta e tratada a tempo. Sobre a meningite tuberculosa, assinale a alternativa correta:
Diagnóstico meningite TB = pBAAR, cultura ou teste rápido molecular (Xpert MTB/RIF) no líquor.
A meningite tuberculosa é uma forma grave de TB com alta mortalidade. Seu diagnóstico é desafiador, mas crucial. Métodos diagnósticos incluem a pesquisa de BAAR no líquor (baixa sensibilidade), cultura (padrão-ouro, mas demorada) e, mais modernamente, testes moleculares rápidos como o Xpert MTB/RIF, que aumentam a sensibilidade e agilidade diagnóstica.
A meningite tuberculosa (MTB) é a forma mais grave de tuberculose extrapulmonar, com alta morbidade e mortalidade, especialmente se o diagnóstico e tratamento forem tardios. É uma emergência médica que requer alta suspeição clínica, principalmente em pacientes com fatores de risco para tuberculose ou imunocomprometidos, que apresentam sintomas neurológicos subagudos como cefaleia, febre, alteração do nível de consciência e sinais meníngeos. O diagnóstico da MTB é desafiador e muitas vezes tardio devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de isolar o bacilo no líquor. A análise do líquor cefalorraquidiano (LCR) tipicamente revela pleocitose linfocítica, hiperproteinorraquia e hipoglicorraquia. A pesquisa direta de BAAR no LCR tem baixa sensibilidade (cerca de 10-20%), mas a cultura para Mycobacterium tuberculosis é o padrão-ouro, embora demore semanas para o resultado. Testes moleculares rápidos, como o Xpert MTB/RIF, revolucionaram o diagnóstico ao detectar o DNA do bacilo e a resistência à rifampicina em poucas horas, aumentando a sensibilidade. O tratamento da MTB é complexo e prolongado, geralmente por 9 a 12 meses, envolvendo um esquema com quatro drogas (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) na fase intensiva, seguido por uma fase de manutenção. A corticoterapia adjuvante com dexametasona é fundamental para reduzir a inflamação e as sequelas neurológicas. A vacina BCG, administrada na infância, é eficaz na prevenção das formas graves de tuberculose, incluindo a meningite tuberculosa em crianças.
O líquor na meningite tuberculosa geralmente apresenta pleocitose linfocítica (predomínio de linfócitos), proteinorraquia elevada e glicorraquia baixa. A pesquisa de BAAR tem baixa sensibilidade, mas sua positividade é diagnóstica.
O Xpert MTB/RIF é um teste molecular rápido que detecta o DNA do Mycobacterium tuberculosis e a resistência à rifampicina no líquor. Ele oferece maior sensibilidade e rapidez em comparação com a pesquisa de BAAR e cultura, sendo uma ferramenta valiosa para o diagnóstico precoce.
O tratamento da meningite tuberculosa é prolongado, geralmente de 9 a 12 meses. Inicia-se com um esquema intensivo de 2 meses com Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol (RHZE), seguido por uma fase de manutenção com Rifampicina, Isoniazida e Etambutol (RHE) por 7 a 10 meses. Corticosteroides são também indicados para reduzir a inflamação e sequelas.
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