SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta as características que se espera encontrar no liquor do paciente com meningite tuberculosa.
Meningite TB: Pressão ↑, <500 células (linfocitário), Proteína ↑, Glicose ↓.
A meningite tuberculosa (TB) classicamente apresenta no líquor uma pressão de abertura elevada, pleocitose (geralmente <500 células/mm³) com predomínio linfocitário, proteinorraquia elevada e glicorraquia reduzida. A turbidez pode variar, mas é comum.
A meningite tuberculosa (MTB) é uma forma grave de tuberculose extrapulmonar, com alta morbidade e mortalidade, especialmente se o diagnóstico e tratamento forem tardios. O diagnóstico baseia-se em uma combinação de achados clínicos, radiológicos e laboratoriais, sendo a análise do líquor (LCR) um pilar fundamental. O quadro clínico é insidioso, com cefaleia, febre baixa, alterações de comportamento e sinais meníngeos que se desenvolvem ao longo de semanas. A análise do LCR na MTB tipicamente revela um padrão de meningite linfocitária com alterações bioquímicas significativas. A pressão de abertura é frequentemente elevada. A pleocitose varia, mas geralmente é inferior a 500 células/mm³, com predomínio de linfócitos (embora no início possa haver neutrofilia). A proteinorraquia é classicamente elevada, muitas vezes acima de 100 mg/dL, devido à inflamação e ao aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica. A glicorraquia é baixa, geralmente abaixo de 40 mg/dL, ou a relação glicose LCR/sérica é inferior a 0,4, refletindo o consumo de glicose pelos bacilos e células inflamatórias. A turbidez do LCR pode variar, mas é comum devido ao aumento celular e proteico. Embora a cultura para Mycobacterium tuberculosis seja o padrão-ouro, ela é lenta. Testes como a pesquisa de adenosina deaminase (ADA) no LCR e o teste de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT/PCR) para MTB são ferramentas valiosas para um diagnóstico mais rápido, permitindo o início precoce do tratamento com esquema quádruplo antituberculose, que é crucial para melhorar o prognóstico e reduzir sequelas neurológicas.
Na meningite tuberculosa, o líquor tipicamente apresenta pressão de abertura elevada, pleocitose com predomínio linfocitário (geralmente 100-500 células/mm³), proteinorraquia elevada (>100 mg/dL) e glicorraquia baixa (<40 mg/dL ou relação LCR/glicemia <0,4).
A meningite tuberculosa se diferencia da bacteriana aguda pelo predomínio linfocitário (vs. neutrofílico) e contagem celular geralmente menor. Da viral, pela glicose normal e proteína moderadamente alta (vs. glicose baixa e proteína muito alta na TB).
A pesquisa de adenosina deaminase (ADA) no líquor é um teste auxiliar útil para o diagnóstico de meningite tuberculosa, com boa sensibilidade e especificidade, especialmente em regiões de alta prevalência, embora a cultura para Mycobacterium tuberculosis seja o padrão-ouro.
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