HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta as características que se espera encontrar no líquor do paciente com meningite tuberculosa.
Meningite TB → líquor: ↑ pressão, pleocitose linfocítica (<500), ↑ proteína, ↓ glicose.
A meningite tuberculosa apresenta um padrão liquórico característico de inflamação crônica: pressão de abertura elevada, pleocitose linfocítica (geralmente 50-500 células/mm³), proteinorraquia acentuada e glicorraquia reduzida. A turbidez pode ser discreta ou o líquor opalescente.
A meningite tuberculosa (MTB) é uma forma grave de tuberculose extrapulmonar, com alta morbidade e mortalidade, especialmente se o diagnóstico e tratamento forem tardios. A análise do líquor cefalorraquidiano (LCR) é um pilar fundamental para o seu diagnóstico, e o reconhecimento do padrão liquórico é crucial para o residente. O perfil clássico do LCR na MTB inclui pressão de abertura elevada, que reflete o aumento da pressão intracraniana devido ao processo inflamatório e ao edema. A celularidade geralmente varia de 50 a 500 células/mm³, com predomínio de linfócitos, caracterizando uma pleocitose linfocítica. A proteinorraquia é tipicamente elevada, muitas vezes acima de 100 mg/dL, devido ao aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica. A glicorraquia é classicamente baixa, pois o Mycobacterium tuberculosis consome glicose. É importante notar que, embora o líquor possa ser opalescente, a turbidez franca é mais comum em meningites bacterianas agudas. A diferenciação com meningites virais (que também têm pleocitose linfocítica, mas geralmente glicose normal e proteína menos elevada) e fúngicas (que também podem ter glicose baixa e predomínio linfocítico, mas com outros fatores de risco e evolução) é essencial. O diagnóstico definitivo requer a identificação do bacilo, mas o perfil liquórico orienta a terapia empírica.
Os achados clássicos incluem pressão de abertura elevada, pleocitose com predomínio linfocítico (geralmente 50-500 células/mm³), proteinorraquia acentuada e glicorraquia reduzida.
A meningite tuberculosa se diferencia da viral pela glicose baixa e proteína mais elevada, e da bacteriana aguda pelo predomínio linfocítico (em vez de neutrofílico) e evolução mais arrastada.
A pressão de abertura elevada é um achado comum na meningite tuberculosa, refletindo o processo inflamatório, edema cerebral e, em alguns casos, o desenvolvimento de hidrocefalia, que são complicações da doença.
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