Meningite Tuberculosa: Diagnóstico e Tratamento Essencial

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, de 62 anos de idade, está internado na enfermaria há 2 dias para investigação de um quadro de confusão mental, cefaleia, astenia e febre, que se iniciou há duas semanas e vem em piora progressiva. Nega doenças prévias ou uso de medicações contínuas. Ao exame, apresenta pressão arterial de 134x80 mmHg, frequência cardíaca de 67 bpm, frequência respiratória de 18 irpm, saturação de oxigênio de 97% em ar ambiente e temperatura axilar de 37,9 °C. O exame neurológico evidenciou abertura ocular espontânea e discurso confuso, com desorientação em tempo e espaço, obedecendo a comandos simples. Foi visto estrabismo divergente à esquerda, sem alterações de mímica facial. Força e sensibilidade estão preservadas nos quatro membros, sem ataxia. Sem outras alterações. A tomografia de crânio apresentou hidrocefalia, sem sinais de isquemia prévia ou outras alterações. Foi realizada punção liquórica, com os seguintes resultados: - Contagem de células: 350 células/mm³ (valor de referência: 0-5 células/mm³) - Predomínio celular: 70% linfócitos e monócitos - Proteína: 280 mg/dL (valor de referência: 15-45 mg/dL) - Glicose: 58 mg/dL (valor de referência: 40-80 mg/dL) - pH: 7,38 (valor de referência: 7,28-7,32) - Pesquisa de BAAR: negativa - Bacterioscopia: negativa - Adenosina deaminase: 87 U/L (valor de referência: < 9 U/L) Qual é a conduta inicial que deve ser recomendada?

Alternativas

  1. A) Iniciar esquema básico para tuberculose associado a prednisona.
  2. B) Iniciar tratamento empírico com aciclovir por via intravenosa.
  3. C) Indicar a realização de pulsoterapia com metilprednisolona.
  4. D) Manter apenas terapia de suporte e monitorização neurológica.

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