UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Paciente, sexo masculino, 23 anos de idade. É sabidamente portador do vírus HIV, em tratamento irregular. Procurou atendimento no Pronto Socorro queixando febre baixa e mal-estar há uma semana, que evoluíram para cefaleia intensa, confusão mental e rigidez de nuca há 05 dias. Realizada TC na emergência com hidrocefalia discreta, sem lesões expansivas. A análise do líquor mostrou leucócitos de 400 m/l, com predomínio de linfócitos, proteína de 250 mg/dl e glicose de 38 mg/dl (glicemia sérica 90 mg/dl). Não houve micro-organismos corados ao gram. Cultura em andamento. Com relação ao caso acima, marque a assertiva correta.
HIV + meningite linfocítica, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia → Tuberculose meníngea. Tratar com RIPE por 12 meses.
Em paciente HIV positivo com tratamento irregular e quadro de meningite subaguda (febre, cefaleia, confusão mental, rigidez de nuca), com líquor mostrando pleocitose linfocítica, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia, a meningite tuberculosa é o principal diagnóstico. O tratamento padrão para tuberculose meníngea em pacientes com HIV é o esquema RIPE por 12 meses.
A meningite tuberculosa é uma forma grave de tuberculose extrapulmonar, particularmente prevalente em pacientes imunocomprometidos, como aqueles com infecção pelo HIV. A apresentação clínica é frequentemente subaguda, com febre baixa, cefaleia progressiva, confusão mental e sinais de irritação meníngea, como rigidez de nuca. O diagnóstico precoce é crucial devido à alta morbimortalidade associada. A análise do líquor cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para o diagnóstico. Os achados clássicos incluem pleocitose linfocítica (400 m/l com predomínio de linfócitos, como no caso), hiperproteinorraquia (250 mg/dl) e hipoglicorraquia (glicose 38 mg/dl com glicemia sérica 90 mg/dl, indicando uma relação glicose LCR/sérica < 0,5). A ausência de micro-organismos ao Gram é esperada, e a cultura para Mycobacterium tuberculosis, embora demorada, é confirmatória. A TC pode mostrar hidrocefalia, mas geralmente não lesões expansivas focais, diferenciando-a de neurotoxoplasmose. O tratamento da meningite tuberculosa em pacientes com HIV é prolongado e agressivo, utilizando o esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol). A duração recomendada é de 12 meses, especialmente em pacientes com HIV, devido ao risco de recidiva e à gravidade da doença. A terapia com corticosteroides (geralmente dexametasona) é também indicada para reduzir a inflamação e o risco de sequelas neurológicas, devendo ser iniciada concomitantemente com os tuberculostáticos.
Na meningite tuberculosa, o líquor tipicamente apresenta pleocitose linfocítica (aumento de linfócitos), hiperproteinorraquia (proteínas elevadas) e hipoglicorraquia (glicose baixa), com uma relação glicose líquor/sérica inferior a 0,5. A cultura para Mycobacterium tuberculosis é o padrão-ouro, mas pode demorar.
O tratamento para meningite tuberculosa em pacientes com HIV geralmente consiste no esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) por um período total de 12 meses. A fase intensiva dura 2 meses e a fase de manutenção, 10 meses. Corticosteroides também são indicados para reduzir a inflamação e sequelas neurológicas.
A meningite tuberculosa geralmente se apresenta com um quadro subagudo de meningismo e alterações difusas no líquor. A neurotoxoplasmose, por sua vez, costuma cursar com lesões focais no sistema nervoso central (visíveis em TC/RM como lesões em anel) e déficits neurológicos focais, com líquor frequentemente menos inflamatório ou normal.
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