Meningite Tuberculosa no HIV: Tratamento e Corticoterapia

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 34 anos, com diagnóstico recente de infecção pelo HIV e contagem de linfócitos CD4 de 110 células/mm³, sem uso prévio de terapia antirretroviral (TARV), é levado ao pronto-socorro com história de cefaleia holocraniana progressiva, febre baixa e perda ponderal há 15 dias. Há dois dias, familiares notaram desorientação e sonolência. Ao exame físico, apresenta-se sonolento, com sinais de irritação meníngea (rigidez de nuca e sinal de Brudzinski presentes), sem déficits focais. O exame de fundo de olho não demonstra papiledema. Foi realizada punção lombar, cujo líquido cefalorraquidiano (LCR) revelou os seguintes dados: aspecto límpido, 120 leucócitos/mm³ com 85% de linfócitos, proteínas de 180 mg/dL e glicose de 22 mg/dL. O Teste Molecular Rápido (TRM-TB) no LCR detectou a presença de Mycobacterium tuberculosis sensível à rifampicina. Com base no diagnóstico estabelecido, a conduta terapêutica mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Iniciar esquema especial sem pirazinamida devido à coinfecção pelo HIV, utilizando rifampicina, isoniazida e etambutol por 18 meses, além de corticoterapia adjuvante.
  2. B) Iniciar o esquema com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol (RHZE) por 12 meses e introduzir a terapia antirretroviral (TARV) imediatamente para controle da imunodeficiência.
  3. C) Iniciar o esquema com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol (RHZE) com duração total de 12 meses e associar dexametasona intravenosa por 4 a 8 semanas.
  4. D) Iniciar o esquema com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol (RHZE) com duração total de 6 meses e associar prednisona oral por 4 semanas.

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