Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2018
Uma família de baixa renda é constituída pelos pais e três filhos, de 2, 5 e 11 anos. Todos dormem em um único cômodo em sua residência. A criança de 5 anos é acometida por meningite por Pneumococo. Em relação à profilaxia, ela deve ser feita:
Meningite por Pneumococo: não há indicação de profilaxia para contatos domiciliares ou escolares.
Diferente da meningite por meningococo (N. meningitidis) ou Haemophilus influenzae tipo b, a meningite por Streptococcus pneumoniae (pneumococo) não requer quimioprofilaxia para contatos próximos, pois a transmissão é menos eficiente e a vacinação é a principal medida preventiva.
A meningite pneumocócica, causada pelo Streptococcus pneumoniae, é uma forma grave de meningite bacteriana, com alta morbidade e mortalidade. É uma das principais causas de meningite em crianças e adultos, sendo o pneumococo um colonizador comum da nasofaringe. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, mas o risco de transmissão secundária para contatos próximos é consideravelmente menor do que na meningite meningocócica. Diferentemente da meningite por Neisseria meningitidis ou Haemophilus influenzae tipo b, para as quais a quimioprofilaxia de contatos é uma medida essencial para prevenir casos secundários, a meningite pneumocócica não tem indicação de profilaxia para contatos domiciliares ou escolares. Isso se deve à epidemiologia da doença e à menor transmissibilidade do agente entre contatos próximos. A principal estratégia de prevenção da meningite pneumocócica é a vacinação. As vacinas pneumocócicas conjugadas (PCV10, PCV13) são recomendadas para crianças no calendário vacinal e para adultos em grupos de risco. A vacina polissacarídica (PPV23) é indicada para adultos e idosos com condições de risco. O manejo de um caso de meningite pneumocócica foca no tratamento precoce e adequado do paciente, sem a necessidade de intervenção nos contatos.
Não há indicação de quimioprofilaxia para contatos próximos (domiciliares, escolares) de pacientes com meningite por Streptococcus pneumoniae, pois o risco de transmissão secundária é baixo.
A transmissão do Streptococcus pneumoniae é menos eficiente entre contatos próximos em comparação com o meningococo, e a vacinação é a principal estratégia de prevenção.
A principal medida preventiva é a vacinação contra o pneumococo (vacinas pneumocócicas conjugadas e polissacarídicas), especialmente em crianças e grupos de risco.
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