FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
Pré-escolar, 4 anos, internado em enfermaria devido a quadro de cefaleia, crise convulsiva única (pais não sabem definir tipo e referir tempo exato de crise), febre e vômitos iniciados há 2 dias. Diante do quadro exposto, quais exames devem ser solicitados imediatamente e qual ordem dos anticonvulsivantes em caso de crises epilépticas reentrantes / estado de mal epiléptico?
Criança com febre, cefaleia, vômitos e crise convulsiva → TC crânio + líquor; Crises reentrantes: Diazepínicos → Fenitoína → Fenobarbital.
Em um pré-escolar com febre, cefaleia, vômitos e crise convulsiva, a suspeita de infecção do SNC (meningite/encefalite) é alta, exigindo TC de crânio (para descartar hipertensão intracraniana) e punção lombar. No manejo do estado de mal epiléptico, a sequência de drogas é crucial, iniciando com benzodiazepínicos, seguidos por fenitoína e, se necessário, fenobarbital.
O quadro clínico de um pré-escolar com febre, cefaleia, vômitos e crise convulsiva levanta forte suspeita de infecção do sistema nervoso central (SNC), como meningite ou encefalite. Essas condições são emergências pediátricas que exigem diagnóstico e tratamento rápidos para evitar sequelas neurológicas graves ou óbito. A abordagem inicial deve ser sistemática e focada em estabilizar o paciente e investigar a etiologia. No diagnóstico, a Tomografia de Crânio (TC) é o primeiro exame de imagem a ser solicitado para descartar lesões com efeito de massa, hidrocefalia ou edema cerebral, que poderiam contraindicar a punção lombar (PL). Uma vez afastadas essas contraindicações, a PL para análise do líquor é fundamental para confirmar ou excluir meningite/encefalite. Paralelamente, exames laboratoriais como hemograma, eletrólitos, glicemia e culturas devem ser colhidos. Em relação ao manejo das crises epilépticas reentrantes ou estado de mal epiléptico, a sequência de anticonvulsivantes é padronizada. A primeira linha são os Diazepínicos (ex: Midazolam intravenoso ou intramuscular, ou Lorazepam intravenoso). Se as crises persistirem, a segunda linha é a Fenitoína (ou Fosfenitoína). Caso ainda haja falha terapêutica, o Fenobarbital é a droga de terceira linha. O residente deve dominar essa sequência para garantir um tratamento eficaz e seguro, minimizando o risco de lesão cerebral prolongada.
Devem ser solicitados imediatamente uma Tomografia de Crânio (para descartar lesões com efeito de massa ou edema cerebral) e, se a TC for normal ou não contraindicar, uma Punção Lombar para análise do líquor (para diagnóstico de meningite/encefalite).
A ordem padrão é iniciar com um Diazepínico (ex: Midazolam intravenoso ou intramuscular, ou Lorazepam intravenoso), seguido por Fenitoína (ou Fosfenitoína) se as crises persistirem, e então Fenobarbital como terceira linha.
A Tomografia de Crânio é prioritária para descartar sinais de hipertensão intracraniana, como lesões com efeito de massa, hidrocefalia ou edema cerebral. A punção lombar em presença dessas condições pode precipitar uma herniação cerebral, uma complicação grave e potencialmente fatal.
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