UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Assinale a assertiva incorreta levando-se em consideração um quadro de meningite em paciente pediátrico.
Sinais clássicos de irritação meníngea (rigidez de nuca, Kernig, Brudzinski) são inconstantes em lactentes e crianças pequenas.
Em pacientes pediátricos, especialmente lactentes e crianças pequenas, os sinais clássicos de irritação meníngea podem ser ausentes ou atípicos, dificultando o diagnóstico. A suspeita clínica deve ser alta em qualquer criança com febre e alteração do estado geral, mesmo sem rigidez de nuca evidente.
A meningite em pacientes pediátricos é uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento rápidos para prevenir sequelas neurológicas graves ou morte. A apresentação clínica varia significativamente com a idade. Em recém-nascidos e lactentes, os sinais clássicos de irritação meníngea, como rigidez de nuca e os sinais de Kernig e Brudzinski, são frequentemente ausentes ou difíceis de elicitar, tornando o diagnóstico um desafio. Nesses grupos, sintomas inespecíficos como irritabilidade, letargia, recusa alimentar, vômitos e fontanela abaulada são mais comuns. A etiologia da meningite bacteriana também difere por faixa etária. Em neonatos, Streptococcus agalactiae, Escherichia coli e Listeria monocytogenes são os patógenos predominantes. Em crianças maiores, Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis são mais comuns. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para o diagnóstico diferencial, com a hipoglicorraquia sendo uma característica mais proeminente em meningites bacterianas e tuberculosas do que nas virais. O manejo inclui antibioticoterapia empírica precoce, ajustada após a identificação do agente e seu perfil de sensibilidade. A quimioprofilaxia para contatos próximos é crucial em casos de meningite meningocócica para conter a disseminação da doença. A vacinação é a principal medida preventiva contra as principais causas bacterianas de meningite.
Em recém-nascidos e lactentes, os sinais de meningite podem ser inespecíficos, incluindo irritabilidade, letargia, recusa alimentar, fontanela abaulada, convulsões e febre ou hipotermia, sem a presença de rigidez de nuca.
Os principais agentes etiológicos da meningite bacteriana em recém-nascidos são o Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli (especialmente cepas K1) e Listeria monocytogenes.
A meningite bacteriana geralmente apresenta pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia. A viral tem pleocitose linfocítica e glicose normal. A tuberculosa tem pleocitose linfocítica, hipoglicorraquia acentuada e hiperproteinorraquia.
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