HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Recém-nascido de 20 dias de vida, nascido a termo, de parto normal, sem intercorrências, é levado ao pronto- -atendimento com história de um dia de febre (38,5 °C), irritabilidade, 2 episódios de vômitos e inapetência. Ao exame físico encontra-se irritado, choroso, febril, taquicárdico, taquipneico e com a fontanela abaulada, sem rigidez de nuca. Restante do exame físico sem alterações. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, a conduta inicialmente indicada é:
RN < 30 dias com febre e fontanela abaulada → suspeitar meningite/sepse, PL e ATB empírico parenteral urgente.
Recém-nascidos e lactentes jovens com febre e sinais de irritabilidade, vômitos e, especialmente, fontanela abaulada, devem ser considerados com alta suspeita de infecção grave, como meningite bacteriana. A ausência de rigidez de nuca não exclui meningite nessa faixa etária. A conduta inicial é a investigação completa com punção lombar e início imediato de antibioticoterapia parenteral de amplo espectro.
A febre em recém-nascidos (RNs) e lactentes jovens (< 3 meses) é sempre um sinal de alerta e deve ser investigada como uma potencial infecção grave, incluindo sepse e meningite bacteriana. Devido à imaturidade do sistema imunológico e à apresentação clínica inespecífica nessa faixa etária, a abordagem deve ser agressiva e imediata. A meningite neonatal é uma condição grave com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. Os sinais e sintomas de meningite em RNs são frequentemente sutis e atípicos, diferindo dos adultos. Irritabilidade, letargia, recusa alimentar, vômitos, apneia, convulsões e fontanela abaulada são achados comuns. A rigidez de nuca, sinal clássico em crianças maiores e adultos, é raramente presente em neonatos. Portanto, a suspeita clínica deve ser alta em qualquer RN febril com alteração do estado geral. A conduta inicial diante da suspeita de sepse/meningite neonatal é a realização de exames laboratoriais (hemograma, PCR, hemocultura, urocultura), punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) e início imediato de antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, mesmo antes dos resultados dos exames. A escolha dos antibióticos empíricos deve cobrir os patógenos mais comuns nessa faixa etária, como Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. A rapidez na instituição do tratamento é um fator determinante no prognóstico.
Em recém-nascidos e lactentes, os sinais de meningite podem ser inespecíficos, incluindo febre, irritabilidade, letargia, recusa alimentar, vômitos, convulsões e fontanela abaulada. A rigidez de nuca é frequentemente ausente devido à imaturidade neurológica.
A punção lombar é crucial para confirmar o diagnóstico de meningite bacteriana, identificar o agente etiológico e determinar a sensibilidade aos antibióticos, guiando o tratamento específico e avaliando a necessidade de ajustes na terapia.
A antibioticoterapia empírica inicial para meningite neonatal geralmente inclui uma combinação de ampicilina (para cobertura de Listeria monocytogenes e enterococos) e uma cefalosporina de terceira geração (como cefotaxima ou ceftriaxona, para cobertura de GBS, E. coli e outros gram-negativos).
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