PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Assinale a alternativa CORRETA com relação às Meningites Bacterianas.
Meningite Neonatal: Suspeitar em RN com hipoatividade/vômitos/abaulamento fontanela. Tratamento empírico crucial.
A meningite neonatal é uma emergência pediátrica com alta morbimortalidade. O diagnóstico precoce e o tratamento empírico adequado são fundamentais. Embora a Ceftriaxona seja um antibiótico potente, seu uso em recém-nascidos é controverso devido ao risco de kernicterus e sludge biliar, sendo preferíveis Ampicilina + Cefotaxima ou Ampicilina + Gentamicina. A Dexametasona não é rotineiramente recomendada em neonatos com meningite.
A meningite bacteriana é uma infecção grave das meninges, com alta morbimortalidade, especialmente na faixa etária neonatal e pediátrica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para minimizar sequelas neurológicas. Em recém-nascidos, a apresentação clínica pode ser sutil e inespecífica, exigindo alto índice de suspeição. Os principais agentes etiológicos da meningite neonatal incluem Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. Em crianças maiores, Haemophilus influenzae tipo b (Hib), Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae são mais comuns, embora a vacinação tenha reduzido a incidência de Hib e S. pneumoniae. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) obtido por punção lombar, que tipicamente revela pleocitose com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia na meningite bacteriana. O tratamento da meningite bacteriana é uma emergência médica, com início imediato de antibioticoterapia empírica intravenosa. Para neonatos, a combinação de Ampicilina com Cefotaxima ou Gentamicina é a escolha padrão. Para crianças maiores, Ceftriaxona ou Cefotaxima são frequentemente usadas. A dexametasona pode ser considerada em crianças com mais de 6 semanas de idade com meningite por Hib ou pneumococo para reduzir sequelas neurológicas, mas não é recomendada em neonatos. A duração do tratamento varia conforme o agente e a idade do paciente.
Em recém-nascidos, os sinais de meningite podem ser inespecíficos, incluindo hipoatividade, irritabilidade, vômitos, recusa alimentar, apneia, convulsões, hipotermia ou febre, e abaulamento da fontanela anterior. Sinais clássicos de irritação meníngea são menos comuns.
O tratamento empírico para meningite neonatal geralmente envolve uma combinação de Ampicilina (para cobrir Listeria monocytogenes e Estreptococo do Grupo B) e Cefotaxima ou um aminoglicosídeo como Gentamicina (para cobrir bacilos Gram-negativos). A Ceftriaxona é geralmente evitada em neonatos devido aos seus efeitos adversos.
Na meningite bacteriana, o LCR tipicamente mostra pleocitose com predomínio de neutrófilos, glicose baixa (< 40 mg/dL ou < 40% da glicemia), e proteínas elevadas (> 100 mg/dL). Na meningite viral, há predomínio de linfomononucleares, glicose normal e proteínas normais ou discretamente elevadas.
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