UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Qual o tratamento indicado para a meningite meningocócica?
Meningite meningocócica → Ceftriaxona é o tratamento de escolha.
A meningite meningocócica, causada por Neisseria meningitidis, é uma emergência médica. A ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, é o antibiótico de escolha devido à sua excelente penetração no sistema nervoso central e eficácia contra o patógeno.
A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma infecção grave das meninges que pode progredir rapidamente e levar a sequelas neurológicas permanentes ou óbito. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e a doença pode apresentar-se em surtos, especialmente em comunidades fechadas. O diagnóstico é baseado na suspeita clínica (febre, cefaleia, rigidez de nuca, petéquias) e confirmado por análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) obtido por punção lombar, que tipicamente mostra pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia. A coloração de Gram e a cultura do LCR são essenciais para identificar o patógeno. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta de culturas, sem aguardar os resultados. A ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, é o antibiótico de escolha devido à sua alta eficácia contra N. meningitidis e excelente penetração no sistema nervoso central. A vancomicina pode ser adicionada empiricamente em áreas com alta prevalência de pneumococos resistentes. A dexametasona pode ser considerada em alguns casos para reduzir complicações neurológicas. A profilaxia para contatos próximos é fundamental para controlar a disseminação da doença.
Os sintomas clássicos incluem febre alta, cefaleia intensa, rigidez de nuca, fotofobia, náuseas, vômitos e, em casos mais graves, petéquias ou púrpura, alteração do nível de consciência e convulsões.
A ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira geração com excelente atividade bactericida contra Neisseria meningitidis, boa penetração na barreira hematoencefálica e um perfil de segurança favorável, tornando-a ideal para o tratamento.
A profilaxia é crucial para contatos próximos de pacientes com meningite meningocócica para prevenir a transmissão secundária. Geralmente é realizada com rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona em dose única, dependendo da idade e condição do contato.
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