SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Menino de 10 meses de vida é encaminhado à Emergência, com febre alta, irritabilidade e choro persistente há dois dias. Passou a apresentar vômitos há 12 horas e está recusando o leite materno. Apresentou tremores a caminho da Unidade de Saúde e está muito prostrado. Ao exame físico, não responde a estímulos; está febril, pálido, e apresenta pequenas manchas avermelhadas em várias regiões do corpo. A fontanela anterior está abaulada para fora.Com relação à profilaxia dos contatos íntimos do paciente em foco, indique a conduta mais adequada:
Meningite + petéquias → Profilaxia de contatos com Rifampicina (preferencial).
A quimioprofilaxia visa erradicar o estado de portador de Neisseria meningitidis na orofaringe de contatos próximos, prevenindo casos secundários. A rifampicina é a droga de escolha.
A doença meningocócica é uma emergência médica com alta letalidade. O quadro clínico clássico em lactentes inclui febre, irritabilidade, abaulamento de fontanela e petéquias, sugerindo meningococcemia. A identificação precoce permite não apenas o tratamento do paciente, mas a proteção da comunidade através da vigilância epidemiológica. A fisiopatologia envolve a colonização da nasofaringe pela Neisseria meningitidis, que pode invadir a corrente sanguínea e atravessar a barreira hematoencefálica. A quimioprofilaxia é crucial porque o risco de doença secundária entre contatos domiciliares é significativamente maior do que na população geral.
A quimioprofilaxia está indicada para contatos íntimos de casos de doença meningocócica ou meningite por Haemophilus influenzae tipo b. Contatos íntimos incluem moradores do mesmo domicílio, pessoas que compartilham o dormitório, contatos em creches e profissionais de saúde que realizaram procedimentos invasivos sem EPI (como intubação). O objetivo é eliminar o estado de portador da bactéria na nasofaringe e prevenir a transmissão para outros indivíduos suscetíveis.
Para a doença meningocócica, a rifampicina é a droga de escolha. Em adultos, a dose é de 600 mg a cada 12 horas por 2 dias. Em crianças acima de 1 mês, 10 mg/kg (máximo 600 mg) a cada 12 horas por 2 dias. Em recém-nascidos, 5 mg/kg a cada 12 horas por 2 dias. Alternativas incluem ceftriaxona (dose única IM) ou ciprofloxacino (dose única oral, apenas para adultos).
Não. A vacinação é uma medida de proteção individual e coletiva a longo prazo, mas não substitui a quimioprofilaxia imediata após a exposição. A quimioprofilaxia deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 24 horas após a identificação do caso índice, para interromper a cadeia de transmissão bacteriana, independentemente do status vacinal dos contatos.
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