Meningite Meningocócica: Vigilância e Contatos de Risco

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Lorenzo, 5 anos, estudante da Escola Infantil Amanhecer, foi diagnosticado com Meningite Meningocócica pelo Hospital Vila Aurora, no dia 28/10/2023. A criança reside com a mãe, o pai e 2 irmãos, sendo um de 3 e um de 4 anos de idade. No dia 30/10/2023, a UBS Vila Nova Aliança, responsável pela área em que se encontra sua residência, foi avisada sobre o caso para desencadear as ações de vigilância em saúde. Em relação à identificação da área de transmissão, devem ser coletadas informações:

Alternativas

  1. A) Sobre os locais frequentados pelo paciente, onde pode ter havido contato próximo e prolongado com outras pessoas, nos últimos 10 dias.
  2. B) Sobre todos os locais fechados frequentados pelo paciente nos últimos 10 dias, onde tenha permanecido por pelo menos 30 minutos.
  3. C) Sobre os locais frequentados pelo paciente, onde pode ter havido contato próximo e prolongado com outras pessoas, nos últimos 15 dias.
  4. D) Sobre todos os locais fechados frequentados pelo paciente nos últimos 15 dias, onde tenha permanecido por pelo menos 30 minutos.

Pérola Clínica

Meningite Meningocócica → investigar contatos próximos/prolongados nos últimos 15 dias para quimioprofilaxia.

Resumo-Chave

Na vigilância da Meningite Meningocócica, é crucial identificar os contatos próximos e prolongados do paciente nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, pois este é o período de maior risco para transmissão e indicação de quimioprofilaxia.

Contexto Educacional

A Meningite Meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma doença grave com alto potencial de letalidade e sequelas. A vigilância epidemiológica é fundamental para o controle de surtos e a prevenção de novos casos, especialmente através da identificação e quimioprofilaxia de contatos. A identificação da área de transmissão e dos contatos de risco é uma etapa crucial. Deve-se investigar os locais frequentados pelo paciente e as pessoas com quem ele teve contato próximo e prolongado nos últimos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Este período abrange o tempo de incubação da doença e o período de maior transmissibilidade. Uma vez identificados, os contatos próximos devem receber quimioprofilaxia com antibióticos específicos para eliminar a bactéria da nasofaringe e reduzir o risco de desenvolver a doença ou transmiti-la a outros. A rapidez na implementação dessas medidas é essencial para conter a disseminação da infecção.

Perguntas Frequentes

Quem são considerados contatos próximos de um caso de Meningite Meningocócica?

Contatos próximos incluem pessoas que residem na mesma casa, parceiros íntimos, colegas de creche/escola/trabalho com contato prolongado, e profissionais de saúde expostos a secreções respiratórias sem proteção adequada.

Qual o objetivo da quimioprofilaxia na Meningite Meningocócica?

A quimioprofilaxia visa erradicar o estado de portador assintomático da Neisseria meningitidis na nasofaringe dos contatos, prevenindo a ocorrência de casos secundários da doença.

Quais medicamentos são usados na quimioprofilaxia da Meningite Meningocócica?

Os medicamentos mais utilizados são rifampicina, ceftriaxone e ciprofloxacino, com a escolha dependendo da idade e outras condições do contato.

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