INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma mãe leva seu filho de 5 anos de idade para atendimento, na Unidade Básica de Saúde, relatando febre persistente há 24 horas, diminuição do apetite, náuseas e vômitos. A criança amanheceu febril, com cefaleia e sede. A mãe relata que a criança frequentou uma festa de aniversário há cerca de 5 dias. Ela tem vacinação em dia. No exame físico, os resultados de sua avaliação foram os seguintes: pouco reativa; FC = 130 bpm; FR = 30 irpm; temperatura axilar = 38,8 °C; Sat. O₂ = 96 %; mucosas desidratadas 3+/4+; petéquias puntiformes em membros inferiores, tórax e abdome. Ele possui dor à flexão da coluna cervical. Nesse caso, qual é a conduta médica adequada?
Criança febril + petéquias + rigidez de nuca → Suspeita alta de meningite meningocócica = EMERGÊNCIA!
O quadro clínico de febre, petéquias e sinais de irritação meníngea (dor à flexão cervical) em uma criança é altamente sugestivo de meningite meningocócica, uma emergência médica que requer intervenção imediata. A rápida progressão e o risco de choque séptico e sequelas neurológicas justificam o encaminhamento urgente, hidratação venosa, isolamento e antibioticoterapia empírica.
A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana grave das meninges, causada pela Neisseria meningitidis, que pode evoluir rapidamente para choque séptico e óbito, especialmente em crianças. Sua epidemiologia é marcada por surtos e casos esporádicos, sendo uma doença de notificação compulsória. A alta morbimortalidade exige reconhecimento e tratamento imediatos. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em sinais como febre, cefaleia, vômitos, rigidez de nuca e, crucialmente, a presença de petéquias ou púrpura, que indicam meningococcemia e um prognóstico mais grave. A dor à flexão da coluna cervical (sinal de Brudzinski) é um forte indicativo de irritação meníngea. A história de contato ou aglomeração (como festa de aniversário) pode ser um fator de risco. A conduta é uma emergência médica: estabilização do paciente, hidratação venosa, isolamento respiratório e início imediato de antibioticoterapia empírica (geralmente ceftriaxona ou cefotaxima). A profilaxia dos contactantes próximos também é fundamental para conter a disseminação da doença. A vacinação, embora importante, não exclui o diagnóstico, pois não cobre todos os sorogrupos ou outras etiologias bacterianas.
Os sinais clássicos incluem febre alta, cefaleia intensa, vômitos, rigidez de nuca, fotofobia e, em casos mais graves, petéquias ou púrpura, letargia e sinais de choque. Em lactentes, a fontanela pode estar abaulada.
A conduta inicial é acionar o serviço de emergência, iniciar hidratação venosa, isolamento respiratório, e antibioticoterapia empírica de largo espectro (ex: ceftriaxona ou cefotaxima) o mais rápido possível, mesmo antes da confirmação diagnóstica.
A vacinação protege contra sorogrupos específicos do meningococo (ex: C, ACWY, B), mas não contra todos. Além disso, outras bactérias podem causar meningite. Portanto, a vacinação não exclui a necessidade de investigação e tratamento em caso de suspeita clínica.
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